Esta foto foi tirada em Gullfoss na Islândia. As cascatas resultam da água vinda dos glaciares do interior do país. É uma paisagem natural, pois não apresenta qualquer intervenção do homem. Como elementos naturais podemos observar o relevo, vegetação rasteira e as cascatas. Gonçalo Adrião, nº 16 do 7º G.
Fonte: Naval Research Laboratory Monterey (20/10/2009)
Esta imagem de satélite, com as isóbaras sobrepostas, ilustra o regresso da chuva a Portugal. Portugal está sob a influência de uma depressão, cujo centro se encontra situado a Noroeste da Península Ibérica, e à qual está associada uma frente fria muito extensa e muito activa. Neste momento (às 6.00 horas), a frente fria está a atravessar o território de Portugal Continental e a provocar forte queda de chuva de Norte a Sul.
De notar, também, a presença de um anticiclone a Oés-sudoeste da Península Ibérica, cujo núcleo está isolado pela isóbara de 1020 hPa, do qual se afastam os grandes sistemas nebulosos. Repare-se como as nuvens mais densas contornam os limites exteriores deste anticiclone.
As trovoadas de verão seguidas de fortes quedas de chuva, são um aspecto particular e de grande frequência de ocorrência no interior da Península Ibérica. Esta extraordinária imagem de satélite ilustra precisamente uma destas situações. São visíveis sobre o Interior Sudeste da Península umas formações nebulosas muito típicas de chuva intensa com possibilidade de trovoada. Essas núvens designam-se por cúmulo-nimbos e são núvens de grande desenvolvimento vertical, mas de extensão relativamente reduzida. São responsáveis por quedas de chuva muito concentradas no tempo e no espaço, ou seja, são chuvas muito localizadas e em curtos espaço de tempo. No entanto, estas chuvas podem ser devastadoras, devido à sua forte intensidade.
A formação deste tipo de núvem e nesta altura do ano (Verão) está associada a condições de grande aquecimento do substrato continental (que aquece as massas de ar que por ele circulam) a que se liga, normalmente, uma invasão de ar frio em altitude, vindo de latitudes mais elevadas. Esta conjugação de factores é geradora de grande instabilidade do ar e, consequentemente, de forte chuva.
Mais um exemplo de agricultura irrigada, desta feita no Qatar. É, portanto, agricultura irrigada em pleno deserto o que provoca um contraste ainda maior, pois a envolvente aos círculos verdejantes é bastante mais seca do que no caso anteriormente mostrado da região de Alcochete. Aqui os campos irrigados de forma circular têm, também, uma maior dimensão, o que atesta a extraordinária dimensão dos sistemas de rega. A dimensão e a perfeição destes círculos irrigados faz-nos pensar em obra de extraterrestres.
Nestes campos plantam-se frutos e vegetais. No entanto, apesar do tamanho destes campos, o Qatar não é autosuficiente, pois a maior parte dos produtos alimentares são importados. Todos os eforços do Governo para o desenvolvimento agrícola esbarram em fortes condicionantes climáticas: a falta de chuva e consequentemente a grande escassez de água doce.
Esta foto ilustra bem a morfologia agrária em campos abertos, tirada na região de Valladolid (Espanha). A forma dos campos é regular, apesar de haver campos de tamanho diferente. Contudo, é clara a predominância da forma rectangular.
Trata-se de uma agricultura mecanizada, em sistema de monocultura, portanto, uma agricultura moderna direccionada para o mercado.
A Leste de Alcochete podemos encontrar estes campos agrícolas típicos de uma agricultura irrigada. Os sistemas de rega são geradores destes padrões circulares. O facto de os círculos serem mais verdes atesta o efeito da rega. A par destes campos circulares podemos observar ainda alguns campos abertos e área florestal.
É , pois, uma figura que representa uma agricultura moderna, intensiva com recurso a sistemas de rega. A rega é fundamental nas regiões de clima mediterrâneo como o nosso (em Portugal), pois a estação mais quente do ano coincide com a altura de menor precipitação. Assim, a conjugação do calor com falta de chuva provoca grande stress hídrico em algumas culturas (como as do milho forrageiro). Logo, só com sistemas de rega se torna possível a existência de algumas culturas no clima mediterrâneo.
A Imagem ilustra o apsecto de uma chuva torrecial numa região desértica. Neste caso trata-se das Badlands de Mussentuchit no estado de Utah (Estados Unidos da América). A chuva vista ao longe dá a sensação de que a núvem que lhe dá origem se está a “desfazer” na sua base. Este tipo de chuva nas regiões desérticas está normalmente associada a fortes correntes convectivas causadas pelo grande aquecimento do substrato. É pois uma chuva de tipo convectivo, muito concentrada no espaço e no tempo que, em regiões desérticas, pode mesmo dar origem a cursos de água temporários.
Vejam este vídeo a partir deste link do Youtube. O filme é da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand e dá-nos imagtens fabulosas da Terra. Vale mesmo a pena!!!!!!
Há tempos atrás mostrei uma imagem de um avião a levantar voo com o Space-Shuttle “às costas” (http://geographicae.wordpress.com/2009/02/01/548/). Aqui está um outro caso, mas, desta vez, em pleno voo sobre território americano, a caminho do Centro Espacial Kennedy, na Florida.
Esta foi considerada uma das melhores fotos de 2008. Mostra uma instalação solar térmica nas imediações de Sevilha. É constituída por um número elevados de espelhos que concentram a radiação solar no topo de uma torre com 100 metros de altura. A concentração de calor leva à produção de vapor, a partir do qual se põe em funcionamento uma turbina, que leva à produção de electricidade. A foto mostra bem a reflexão da radiação slar por cada conjunto de espelhos e, ainda, a concentração dos raios solares reflectidos a uma altitude mais elevada.