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Chuva no Deserto

 

Fonte: National Geographic

 

A Imagem ilustra o apsecto de uma chuva torrecial numa região desértica. Neste caso trata-se das Badlands de Mussentuchit no estado de Utah (Estados Unidos da América). A chuva vista ao longe dá a sensação de que a núvem que lhe dá origem se está a “desfazer” na sua base. Este tipo de chuva nas regiões desérticas está normalmente associada a fortes correntes convectivas causadas pelo grande aquecimento do substrato. É pois uma chuva de tipo convectivo, muito concentrada no espaço e no tempo que, em regiões desérticas, pode mesmo dar origem a cursos de água temporários.

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Vejam este vídeo a partir deste link do Youtube. O filme é da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand e dá-nos imagtens fabulosas da Terra. Vale mesmo a pena!!!!!!

Fonte: Nasa

 

Há tempos atrás mostrei uma imagem de um avião a levantar voo com o Space-Shuttle “às costas” (http://geographicae.wordpress.com/2009/02/01/548/). Aqui está um outro caso, mas, desta vez, em pleno voo sobre território americano, a caminho do Centro Espacial Kennedy, na Florida.

Energia Solar

Fonte: (REUTERS/Marcelo Del Pozo) #

 

Esta foi considerada uma das melhores fotos de 2008. Mostra uma instalação solar térmica nas imediações de Sevilha. É constituída por um número elevados de espelhos que concentram a radiação solar no topo de uma torre com 100 metros de altura. A concentração de calor leva à produção de vapor, a partir do qual se põe em funcionamento uma turbina, que leva à produção de electricidade. A foto mostra bem a reflexão da radiação slar por cada conjunto de espelhos e, ainda, a concentração dos raios solares reflectidos a uma altitude mais elevada.

Fonte: Nasa, Earth Observatory

 

Enquanto que Portugal experiencia um Inverno com bastante neve (sobretudo no interior Norte e Centro), do outro lado do Mundo, na Austrália, regista-se uma das mais intensas vagas de calor. As temperaturas têm atingido os 47ºC. Estão criadas as condições para que se desencadeiem grandes incêndios (de origem criminosa ou não).

O mapa ilustra as anomalias de temperatura (diferença em relação à média) na semana de 25 de Janeiro a 1 de Fevereiro. A azul stão representadas as áreas com temperaturas abaixo da média, a branco as áreas com registo de valores “normais” e, a vermelho, as regiões com valores acima da média, portanto a viver uma situação de vaga de calor. Facilmente se pode verificar que a vaga de calor australiana se confina às regiões do Sul, em particular as do sudoeste, na região de Vitória. No Norte as grandes manchas azuis atestam temperaturas bem inferiores à média.

A meteorologia australiana classificou esta vaga de calor como excepcional, não só pelos valores absolutos de temperatura registados, mas também pela duração no tempo do calor. Algumas temperaturas nocturnas bateram records antigos como a que foi atingida na madrugada de 29 de Janeiro de 2009, por volta das 3 da manhã na cidade de Adelaide: 41,7ºC às 3.04 horas!!!

A neve Outonal

 

Este Inverno tem sido particularmente frio. As situações de neve registadas até à data podem ser consideradas frequentes. A situação sinóptica da figura ilustra a primeira situação de queda de neve, ocorrida na madrugada de 29 de Novembro (Sábado). A neve caiu de forma abundante no interior norte e centro, nas regiões de Trás-os-Montes e Beira Interior. Os impactos na vida das populações destas regiões foram imensos, relacionados, sobretudo, com as dificuldades de deslocação por via rodoviária. Um número relativamente elevado de vias rodoviárias foram cortadas ao trânsito automóvel.

A situação sinóptica representada é típica de um evento de queda de neve: um anticiclone centrado no atlântico e com apófise polar (anticiclone que se estende em latitude) ao lado de uma depressão centrada a norte da Península Ibérica, provoca uma advecção de ar muito frio, proveniente do ártico. Nestas situações particulares verifica-se a passagem sucessiva de frentes frias que orginam queda de neve, por veses até latitudes muito mais baixas. Não foi o caso desta situação. Não caiu neve em regiões do Sul (Lisboa e Setúbal, por exemplo), excepto nos topos das montanhas mais altas.

O que há de mais extraordinário nesta situação é o facto de as primeiras quedas de neve terem ocorrido ainda durante o Outono. Em Portugal, o mais comum é que estes episódios de neve ocorram mais frequentemente durante o mês mais frio, ou seja, Fevereiro.

Apesar de tudo e até ao mês de Janeiro de 2009 o ano não tem sido particularmente chuvoso, mas sim particularmente frio. De acordo com informações do Instituto de Meteorologia a capacidade das barragens estava a 40% no mês de Dezembro e 60% em Janeiro, valor considerado normal para a época do ano. Para que as barragens fiquem na sua máxima capacidade será necessário que continue a chover durante o resto do Inverno e que a Primavera não seja seca.

O “bom tempo” e o “mau tempo” são conceitos algo vagos e dotados de grande subjectividade.

Como se poderá justificar que neste Inverno o “mau tempo” tem sido predominante? Em altura de crise económica a abundância de água não será benéfica para Portugal, na medida e que diminui a nossa dependência do petróleo para a produção de electricidade?. As nossas barragens ainda não atingiram os máximos de capacidade apesar da precipitação (líquida e sólida) que tem caído nos últimos meses. Desta feita, será bom para todos nós que continue a chover apesar da saturação que já se vai observando nas pessoas relativamente ao “mau tempo”.

Como se poderá dizer que o tempo está mau quando chove se, por vezes, a chuva é necessária também para a agricultura. E reafirmo por vezes, pois a chuva também só é benéfica se cair na altura certa. Por exemplo, para a cultura da vinha uma chuvada forte no Verão, pouco antes da vindima, pode deitar abaixo toda uma colheita.

Já os dias de Sol estão sempre associados ao “Bom Tempo”! Então tivemos muito bom tempo durante as secas severas de 2004/2005 e do início da década de 90. Será “bom tempo” ver o gado a morrer à sede e à fome? Será “Bom Tempo” ver colheitas destruídas por falta de chuva. De facto, não chove e temos dias soalheiros, mas muitos dias soalheiros, em particular no inverno, podem ser desastrosos.

Provavelmente, a associação do bom tempo aos dias soalheiros e do mau tempo aos dias de chuva é típica de indivíduos urbanos sem mais nenhuma preocupação na vida do que ter que decidir a roupa que se veste ou se guarda-chuva vai fazer falta. Ou seja, aquelas pessoas que acham que a comida dos hipermercados estará sempre nas prateleiras quer, faça sol, ou faça chuva. Ou ainda, aqueles que recebem sempre o seu ordenado independentemente do estado do tempo. O grande problema é pensar que a maior parte de nós vive em meio urbano e tem pouca consciência dos efeitos do estado de tempo na economia das regiões.

De qualquer forma, e tal como pode ser comprovado por este “post”, as imagens sobre o “mau tempo” são bem mais interessantes e espectaculares. Claro que esta afirmação enferma, também, de grande subjectividade.

JANEIRO

JULHO
 

Os mapas que se apresentam foram elaborados com a ajuda do Sftware GrADS (Grid Analysis and Display System) e com base em dados do Climate Reasearch Unit (CRU).

As temperaturas dizem respeito a áreas continentais e oceânicas. É uma apresentação clássica da variação das temperaturas globais no espaço e no tempo, reforçando os contrasttes que se observam entre o Verão e o Inverno, aqui representados pelos meses, respectivamente, de Janeiro e Julho. No entanto, fica aqui uma análise que raramente é feita sobre este aspecto das temperaturas globais. É preciso não esquecer que Janeiro representa o Inverno no Hemisfério Norte e o Verão Austral, do Hemisfério Sul. Em Julho acontece exacatamente o contrário, ou seja, é o Verão do Hemisfério Norte e Inverno no Hemisfério Sul.

Facilmente se pode verificar que no Verão do Hemisfério Norte se registam temperaturas superiores a 30ºC em áreas mais vastas do que no Verão do Hemisfério Sul. Assim, o hemisfério Norte parece aquecer mais do que o hemisfério Sul durante os respectivos verões. Tal explica-se pela existência de maior massa continental no Hemisfério Norte, sobretudo nas latitudes tropicais, as zonas que mais aquecem durante o Verão. No Hemisfério Sul, o predomínio de superfície oceânica tem tendência a amenizar as temperaturas. Tal verifica-se igualmente no Inverno em que no Hemisfério Norte as temperaturas negativas descem a latitudes muito mais baixas do que no Hemisfério Sul. Agora, as grandes massas continentais e a existência de menor superfície oceanica, faz com que o frio seja mais intenso a Norte até latitudes mais baixas. Veja-se, por exemplo, o traçado da isotérmica dos 0º C a Norte e a Sul. No Inverno Austral (Hemisfério Sul) a isotérmica de 0ºC tem um traçado quase rectilíneo ao longo de latitudes próximas dos 60ºSul. Ao contrário, no Inverno do Hemisfério Norte, a isotérmica de 0ºC tem um traçado mais sinuoso, inflectindo para sul, quase até aos 30º de latitude Norte, no continente americano. No Atlântico inflecte muito para Norte, até latitudes da Escandinávia e, no continente europeu, volta a deslocar-se muito para Sul. A grande massa continental asiática, juntemente com a cadeia dos Himalaias, fazem descer muito as temperaturas abaixo de zero. Assim, temperaturas negativas na Ásia podem ser sentidas até latitude abaixo dos 30ºN!! No Hemisfério Norte registam-se temperaturas mais elevadas no Verão e mais baixas no Inverno. O Hemisfério Sul regista temperaturas mais amenas até latitudes relativamente elevadas. O traçado das isotérmicas a Sul é bem mais rectilíneo do que a Norte devido, então, à menor massa continental. Só na áreas meridionais da América do Sul e da África é que as isotérmicas se tronam mais sinuosas.

http://earthobservatory.nasa.gov/Features/BlueMarble/BlueMarble_monthlies.php

 Esta colecção de imagens da Terra disponibilizada pela NASA é de grande qualidade. Nesta sequência de imagens mensais podemos facilmente observar o avanço e recuo dos gelos em função das estações do ano, bem como o avanço e recuo da mancha verde intertropical.

Assim, nos meses mais frios do Hemisfério Norte (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) o manto de gelo desce até latitudes muito baixas em particular na América do Norte. No grande continente euroasiático os gelos progridem igualmente muito para sul, ficando praticamente toda a Rússia debaixo de um frio intenso. Nas latitudes mais meridionais do Hemisfério Norte são visíveis alguns pontos brancos representando neve e gelo nos cumes das principais montanhas (ex. Alpes, Himalaias e montanhas da Turquia – Montes Taurus e Montes Pônticos). No Hemisfério Sul é, nesta altura do ano, Verão, e está praticamente desprovido de neve, com excepção da parte mais meridional da América do Sul. Durante o Inverno do Hemisfério Norte a Convergência Intertropical (CIT) está situada nas latitudes do Hemisfério Sul. Tal facto tem impactos na cobertura vegetal e que são bem visíveis nestas imagens. A mancha verde intertropical está localizada mais a sul junto ao Trópico de Capricórnio. Este facto é bem mais visível em África, na fronteira com o deserto do Sahara.

Com a chega do Verão (Junho, Julho e Agosto) do Hemisfério Norte, os gelos retraem para latitudes mais elevadas (junto aos círculos polares e a vegetação invade parte da zona Sul do Sahara, em virtude da migração para norte da CIT. Continua, contudo, a não se observar muito gelo no Hemisfério Sul, excepto, claro, na Antárctida. No Hemisfério Sul há muito menos continente e há, sobretudo, muito oceano nas latitudes médias

 

 


Janeiro

 


Fevereiro

 


Março

 


Abril

 


Maio

 


Junho

 


Julho

 


Agosto

 


Setembro

 


Outubro

 


Novembro

 


Dezembro

Fonte (NASA)

 

Uma das Imagem do dia na NASA.

O regresso a casa do Space-Shuttle Endeavour desde o local da aterragem na base aérea Edwards até ao Centro Espacial Kennedy, no dia 10 de Dezembro de 2008. Quem disse que o transporte aéreo não é indicado para “mercadorias” pesadas e volumosas? Fica claro que não há regra sem excepção. Este Boeing 747 carrega nas suas costas uma nave espacial de elevadíssimo valor, bastante pesada e volumosa. Imaginem o que não será preciso de técnica para que a aerodinâmica não comprometa um voo deste género!!!

Fig. 1 – A distância/tempo tem vindo a diminuir “encolhendo” o Mundo. Tal deve-se ao grande desenvolvimento dos transportes e das telecomunicações Segundo o Geógrafo americano Abler

 

As redes de transporte são o “sistema circulatório” da economia mundial, hoje profundamente globalizada. A distância/tempo (representada na figura) e a distância custo são hoje mais importantes do que a distância absoluta medida em quilómetros.

Hoje é possível fazer uma viagem ao outro lado do mundo em menos de um dia.

 

No fim-de-semana de 1 de Dezembro fui passear por Trás-os-Montes. Aqui fica um curto relato e algumas reflexões geográficas.

 

Figura 1 – O Relevo em Portugal continental e localização da região (Fonte: INAG/SNIRH). Está sinalizado de forma esquemática o caminho seguido e as auto-estradas utilizadas, tendo em conta uma viagem de Setúbal a Trás-os-Montes.

 

Os acessos à região sempre foram um problema e um obstáculo ao seu desenvolvimento económico. A construção de vias de comunicação sempre foi muito dificultada em virtude da sua situação geográfica. Por um lado, tem uma posição periférica em relação aos grandes centros de decisão do país. Essa periferia é ainda reforçada pelo isolamento provocado pelos maiores sistemas montanhosos portugueses (Fig.1). A Sul a região faz fronteira com a Beira interior onde se situa a Cordilheira Central, da qual faz parte a Serra da Estrela. A Oeste a região é delimitada pelas Serras do Marão e do Alvão. Por outro lado, foi a região portuguesa que mais tardiamente conheceu as auto-estradas. A construção destas vias de comunicação sobe muito de preço em regiões de montanha, pois é necessária a construção de inúmeras pontes e alguns túneis (como o da figura 2), obras necessárias para diminuir e suavizar as curvas, mas que encarecem muito o custo final da via. Mas nem só as grandes montanhas têm dificultado a construção de vias de comunicação em Trás-os-Montes: o entalhe provocado pelo Rio Douro e afluentes causam, também profundos entalhes no soco continental, originando um relevo muito acidentado.

 

O acesso à região vindo de Sul faz-se pela auto-estrada A24.

 

Figura 2 – Túnel da A24

 

Este é, de facto, o melhor acesso, já que o acesso ocidental não tem auto-estrada a partir de Amarante. Para atravessar a Serra do Marão, vindo de ocidente do Porto, é necessário atravessar o IP4, uma via já muito congestionada, que atravessa o coração da Serra do Marão e não é uma auto-estrada.

 

No Outono a região cobre-se de um conjunto de cores muito variadas. Os castanhos e os amarelos são as cores dominantes, juntamente com o verde seco dos pinheiros.

A figura 3 mostra claramente estes tons policromáticos. Mas mostra, sobretudo, um dos aspectos de que se reveste o contacto entre a região demarcada do Douro talhada em xisto (em primeiro plano) e a região planáltica, mais granítica (em segundo plano). Assim temos, por um lado, a vinha (ainda antes de ser podada) e a oliveira e, por outro lado, a paisagem mais agreste da giesta e do pinheiro em rocha granítica.

Figura 3 – Contacto entre a Região Demarcada do Douro (primeiro plano) e a região mais planáltica.

 

Mas as condições meteorológicas transmontanas são caracterizadas, como também é regra em todas as regiões mais montanhosas, por serem algo irregulares, em particular nas estações de transição. Da paisagem multicolor, passa-se num ápice, para uma paisagem monocromática, no entanto, surpreendentemente branca (Figura 4).

 

Figura 4 – A neve no IP4, nas proximidades do alto de Justes, entre Vila Real e o Pópulo. As giestas e algumas árvores mais pequenas encontram-se dobradas devido ao peso da neve. Foto tirada em 29 de Novembro de 2008.

 

A neve caiu em cotas superiores ou iguais aos 700m metros de altitude. Os cumes das principais montanhas encontravam-se cobertos de nuvens e de neve, como se pode ver na figura 5.

 

Figura 5 – Cumes acima dos 700m metros de altitude cobertos de neve.

IP4 ainda é demasiado mortífero

 

Diário de Notícias (2005)

 

Arquivo DN-Amin Chaar

acidentes. Desde 1993, já morreram 240 pessoas no IP4

 

As colisões frontais no IP4 “são de tal forma violentas que continua a ser a estrada do País com maior probabilidade de morte em caso de acidente”. Quem o diz é Luís Bastos, presidente da Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4), que continua a reivindicar radares fixos, visíveis e sinalizados com possibilidade de autuação, e separadores centrais para combater a sinistralidade naquela via – onde, desde 1993, data em que abriu em toda a sua extensão, já morreram 240 pessoas em acidentes de viação.

Embora reconheça que o número de mortes diminuiu desde que foi eliminada a via reversível em praticamente toda a extensão onde existem três faixas, feita uma repavimentação e colocada sinalização horizontal e vertical, a sinistralidade ainda regista valores demasiado altos em 2004, os acidentes provocaram a morte a 33 pessoas e, este ano, foram 17 as vítimas mortais.

Um percurso pelo que tem sido, ao longo dos anos, a cobertura foto jornalística dos acidentes no IP4, que liga os distritos do Porto, Vila Real e Bragança, foi a forma encontrada pela AUIP4 para assinalar, hoje, o Dia Mundial dos Acidentes de Viação.

Esta exposição de 32 fotografias – cedidas por órgãos de comunicação social nacionais e regionais e, se a meteorologia o permitir, expostas na zona do Alto de Espinho, o troço mais mortífero – “é um retrato daquilo que é uma guerra nas estradas portuguesas e dos dramas” daquele itinerário, disse Luís Bastos.

 

Joana de Belém (DN 20/11/2005)

 

http://www.portugalvirtual.pt

 

http://populo.weblog.com.pt

 

A análise dos elementos mediterrâneos mostrou como eles constituem a trama essencial da geografia e da economia portuguesa. Traços de clima, formas de vegetação, modos de vida comuns a todo o território, indicam que este se deve ligar, no conjunto, às regiões ribeirinhas do mar interior. As feições que derivam da posição atlântica, dominantes apenas no Noroeste, adquirem, contudo, especial importância. A paisagem clássica portuguesa são aquelas verduras macias, aquela terra produtiva e ocupada, aquele formigueiro de gente rural, e não os descampados solenes do Alentejo ou a solidão agreste das montanhas [...].

Foi através do Atlântico que se estabeleceram também as relações mais distantes da terra e da gente [...].

Na posição do território está contido um destino: isolado na periferia do mundo antigo, numa nesga de chão em grande parte bravio e ingrato, coube ao português o pioneiro do mundo moderno. Não se limitou porém a indicar um caminho: afoitando-se por ele, deixou marcas da sua presença inscritas na terra de quatro continentes.

 

Orlando Ribeiro: ” Portugal – O Mediterrâneo e o Atlântico” (1986)

Imagem : http://www.adyashtanga.org/

O Portugal de Orlando Ribeiro

Guilherme d’Oliveira Martins

O Portugal de Orlando Ribeiro é encruzilhada de influências¸ entre o Mediterrâneo e e Atlântico¸ atenta à complexidade e à reversibilidade dos movimentos de uma geografia fundamentalmente humana.

Portugal é uma terra de contrastes¸ onde pontificam o Atlântico e o Mediterrâneo. Mas é difícil de definir¸ pela complexidade e pela diversidade de elementos que caracterizam o país. Orlando Ribeiro escreveu em 1943 um livro notabilíssimo¸ pelo rigor da investigação e pela leveza da escrita¸ que constitui um vade mecum indispensável para quem queira conhecer a geografia de Portugal e¸ através dela¸ a nossa identidade. Falo-vos de Portugal¸ o Mediterrâneo e o Atlântico (Sá da Costa¸ 4′ ed.¸1986)¸ do qual Rubem A. disse¸ justamente¸ tratar-se do livro mais notável escrito em Portugal nos meados do século passado… Estamos perante uma obra de indiscutível valia científica e de grande sensibilidade literária – essencial para acompanhar os primeiros passos de uma investigação séria sobre a identidade portuguesa. Em lugar de considerações apressadas¸ trata-se de indagar¸ através dos diversos factores e manifestações relevantes¸ como é que “Portugal é mediterrânico por natureza e atlântico por posição” – na fórmula tornada clássica de Pequito Rebelo.

“Disposto de través na zona mediterrânica¸ bem engastado numa península que é como a miniatura de um continente¸ o território português abre se para o mundo por uma vasta fachada oceânica” (p.131). 0 traçado de viés é acompanhado de alternâncias climáticas e da coexistência do clima oceânico e o.7 secura quente. E é a “vigo rosa oposição das terras altas e montanhosas¸ cortadas de vales profundamente incisos “¸ as repercussões no revestimento vegetal define uma terra de contrastes. Norte e Sul – o primeiro é atlântico¸ verdejante¸ húmido¸ com “gente densa”; o segundo mediterrâneo¸ com longos estios e escassamente povoado. Litoral e Interior – o país vai desde a verdura espessa¸ “banhada na luz doce e húmida” do noroeste até à aridez das terras de além Marão; desde a variegada aptidão rural do Vouga ao Sado ou do sul algarvio até aos monótonos descampados alentejanos… Terras altas e baixas¸ Serra e Ribeira¸ Campo e Monte¸ Montanha e Vale¸ Terra Alta e Terra Chã – assim define o povo a complexidade e as oposições¸ bem evidentes na economia e no povoamento. Desde a montanha húmida do norte e da economia agro pastoril tradicional até aos relevos menos acentuados¸ secos e descamados do sul¸ “onde o gado miúdo e as queimadas degradaram a floresta primitiva”¸ temos os traços de uma complementaridade e de um coerência meridional. E¸ deste modo¸ a unidade de Portugal é em grande parte obra humana – que há mais de sete séculos define uma entidade política antiga e estável.

Orlando Ribeiro não se limita a interrogar a tema. Olha sempre as gentes e a sua vontade¸ procurando as “raízes antigas” da identidade. No fim do neolítico fala de três áreas de civilização – a do levante¸ a dos planaltos centrais
e a da faixa oeste. E no Oeste peninsular recorda a “civilização megalítica ocidental”¸ ligada igualmente à Bretanha¸ ao País de Gales e à Irlanda. Aí estão os redutos célticos da Galiza e de Portugal. E a sul temos as influências dos povos mediterrânicos – fenícios¸ gregos¸ cartagineses e a “brilhante civilização indígena” dos Tartessos no Guadalquivir. Os tempos vão revelando as diferenças e as ligações¸ as continuidades

e as descontinuidades. Os conventi romanos¸ a organização administrativa dos suevos e dos visigodos¸ as desinteligências da monarquia goda¸ a invasão moura¸ a influência árabe¸ a reconquista¸ a coexistência das zonas estabilizadas dos reinos cristãos a norte e dos reinos taifas no meio dia com uma zona intermédia de incerteza e de alternância de influências – tudo nos vai revelando uma multiplicidade de elementos¸ num curioso melting pot¸ que vai gerando a autonomia ocidental peninsular. José Mattoso encarregar-se-Ḡaliás¸ mais tarde¸ de lançar nova luz sobre essa encruzilhada de circunstâncias.

O formigueiro humano e a intensa actividade rural de Entre Douro e Minho no tempo da reconquista denuncia o código genético do que será depois a unidade política que origina Portugal. E Portucale¸ junto à foz do Douro¸ vai ser matriz do corpo político donde sairá o Estado português – um Estado que precede a Nação. Portucale serve¸ desde cedo¸ após a reconquista do século IX¸ como designação dos domínios cristãos a sul do Lima. No fim do século X¸ há já um condado (e até há um fugaz rei Ramiro – entre 926 e 930) e¸ pouco mais de cem anos depois¸ D. Henrique de Borgonha verá ser-lhe atribuída a tarefa arriscada¸ incerta e difícil de consolidar e dilatar a influência cristã na região moçárabe de Coimbra para sul¸ além da linha Mondego/Serra da Estrela¸ tendo o Tejo como horizonte. No sul¸ almorávidas e almoádas dominavam o Magrebe e o Al-Andaluz¸ até ao nosso Al-Gharb (o Ocidente) com pouca actividade agrícola e largos descampados¸ apesar das inovações de influência árabe nos vinhedos¸ olivais¸ pomares e hortas regadas. De novo¸ o Atlântico frente ao Mediterrâneo.

São os contrastes naturais que determinam ainda a deslocação de populações. As vindimas do Douro¸ as ceifas da Terra Quente¸ a apanha da azeitona na Beira Baixa¸ as ceifas no Alentejo¸ a tirada da cortiça obrigavam a que houvesse movimentos internos¸ sazonais¸ de gentes. Nos arrozais são exímios os caramelos do Mondego e do Vouga¸ bem como os gaibéus do norte do Ribatejo ou os avieiros da foz do Liz… Ao Ribatejo e ao Alentejo chegam os minhotos e pica-milhos¸ os beirões e os ratinhos. E em Lisboa e na Caparica encontramos as varinas e varinos de Ovar¸ como é bem de ver¸ ao lado dos pescadores de Ílhavo. E em Azeitão¸ Orlando Ribeiro descobre a curiosíssima distinção entre os caramelos de estar e os caramelos de ir e vir¸ ou seja¸ os colonos permanentes e os migrantes periódicos. É este o entrecuzar de influências que reforça¸ aliás¸ o melting pot e a identidade portuguesa complexa e diversa.

E a divisão regional? Apesar dos contrastes¸ os aspectos comuns e as influências diversificadas e entrecruzadas tomam difícil a definição das regiões. Percebe-se¸ aliás¸
a resistência à regionalização. No fundo¸ “o que caracteriza as regiões geográficas de Portugal é o padrão miúdo e a rica variedade de aspecto e contrastes” (p. 141). As transições são graduais e¸ de novo¸ o Mediterrâneo e o Atlântico marcam os dilemas de definição. “A Estremadura recorda a Ática e o Lácio¸ o Alentejo os planaltos cerealíferos da Sicília¸ mas apenas o Algarve constitui uma fímbria marítima comparável à Fenícia ou ao Levante Espanhol” (p. 142). A faixa litoral portuguesa é entrecortada por falhas e deslocações¸ de idade e natureza diversas¸ por vagas erosivas e pelo contraste entre as gargantas fundas¸ secas no Estio¸ e os grandes rios vindos do centro da Península. As regiões são definidas pela alternância entre as influências mediterrâneas e atlânticas – o Norte Atlântico¸ o Norte Transmontano e o Sul. “À primeira essencialmente oceânica¸ contrapõe-se o bloco de regiões interiores do Nordeste¸ que as montanhas separam das influências marítimas; o baixo Mondego¸ a orla do maciço antigo e o sopé da Cordilheira central¸ limitam-nas a ambas do resto do Pais¸ onde a meridionalidade se traduz pela dominância progressiva do carácter mediterrâneo” (p.144).

O Norte Atlântico é o “tronco antigo e robusto” da nação¸ dominado pela abundância de chuvas¸ pela riqueza da terra e pela vitalidade das populações. E uma região de intensa diversidade e de policultura. O Porto velho é o pólo histórico indiscutível da região¸ mas Braga pontua como sede do velho arcebispado. A diversidade urbana coexiste com a intensidade rural. As montanhas do Minho¸ as serras do Douro e do Vouga assemelham-se¸ mas o povoamento dá-lhes múltiplas facetas na actividade e nas tradições. O Noroeste é¸ desta forma¸ rima “unidade natural definida pelo predomínio dos caracteres atlânticos¸ unidade histórica mantida através de uma população antiga e densa que¸ pelo seu número e homogeneidade¸ veio a constituir o elemento aglutinante do Estado português” (p.148). Nesta síntese feliz¸ O. Ribeiro dá-nos o sinal das diferenças¸ que se unem e se completam¸ e dos elementos comuns. Sentimos a História a fazer sentido – e os reinos cristãos a espraiarem-se naturalmente para a Beira Alta¸ em direcção ao Mondego e à Cordilheira Central¸ passando pelo Dão vinícola e por Viseu e indo até à Estrela¸ “enorme reservatório de águas límpidas e de grandes desníveis” (p.149).

No Norte Transmontano “a paisagem carrega-se de tons severos¸ cinzentos¸ acastanhados. A luz torna-se mais crua¸ a terra mais dura e a gente mais retraída”. Para cá do Marão¸ mandam os que cá estão! O arvoredo rareia. Desapareceram os castanheiros¸ a batata cultiva-se no planalto. A Terra Fria e a Terra Quente marcam uma paisagem de extremos. Nas vertentes do Douro¸ os matagais deram lugar no séc. XVII aos formosos vinhedos do “vinho fino”¸ nos terrenos de xisto. A Régua é o epicentro e dali sai o vinho¸ Douro abaixo¸ para se tornar do Porto¸ sob os auspícios da colónia britânica. A praga da filoxera do séc. XX dizimou as vinhas. Algumas foram substituídas por amendoeiras e oliveiras. Mas o vinho continuou a ser o grande símbolo da região¸ que ainda se lembra a memória do Barão de Forrester¸ morto no Douro¸ quando a Ferreirinha¸ D. Antónia¸ se salvou…

No Sul¸ o Alentejo singulariza-se pela monotonia da planície. Mas as terras meridionais são complexas e heterogéneas¸ começando na zona de transição do sopé da Cordilheira Central¸ a sul do Fundão¸ na Portela de Alpedrinha¸ onde a cova da Beira anuncia as planuras de além Tejo¸ indo¸ para oeste¸ através da planície aluvial do Mondego e da cidade de Coimbra até ao grande maciço florestal de Leiria. Depois¸ há o polimorfismo da Estremadura¸ os maciços calcários¸ os barros basálticos dos arredores de Lisboa¸ o microclima da romântica Sintra¸ a área de influência de grande metrópole mediterrânea e a península de Setúbal¸ o santuário natural da Arrábida e a sua floresta mediterrânea. Para leste¸ estão o Ribatejo¸ a lezíria¸ Santarém e o vale celebrado por Garrett em “As Viagens na Minha Terra”¸ que abre para sul na “imensidão de terra lisa ou apenas quebrada em frouxas ondulações…” Aí está Évora¸ “a cidade mais bela de Portugal”¸ no dizer do mestre¸ repositório vivo da história portuguesa. E vêm depois o Baixo Alentejo¸ com Beja como centro¸ e os dois Algarves – a serra e a orla marítima¸ lugar de encanto e amenidades – “nenhuma outra região portuguesa possui uma rede urbana tão antiga¸ tão densa e tão importante”¸ com uma profunda organização romana e muçulmana¸ tendo esta passado quase intacta ao domínio português…

O Portugal de Orlando Ribeiro é uma encruzilhada de influências¸ entre o Mediterrâneo e e Atlântico¸ atenta à complexidade e à reversibilidade dos movimentos de uma geografia fundamentalmente humana. Por isso¸ a “severa disciplina da Ciência”¸ a que sempre foi fiel¸ não deveria fazer perder “a amorosa compreensão da terra
e da gente¸ que constitui a essência da geografia”. Está tudo dito.

JL – 2/4/2003

 

«Portugal é mediterrânico por natureza, atlântico por posição»
(Pequito Rebelo em “A Terra Portuguesa” – 1929)

Férias

A todos os alunos, colegas e a todos os curiosos e interessados, umas boas férias. Infelizmente este blog não teve, no final do ano, o movimento que esperava e desejava. Estive envolvido em muitas tarefas!…

Em Setembro este blog regressará à sua actividade “normal”.

Um grande abraço para todos

Pedro Tildes Gomes

 

A Agricultura em Portugal



 

Realizado por:

João Lopes

 

Introdução

 Este trabalho foi realizado de modo a dar continuação à revista de geografia que tem tido grande êxito.

Neste trabalho vou abordar o tema da evolução da agricultura em Portugal, neste ano lectivo já foi dada a agricultura mas apenas em termos mundiais eu vou tentar especificar o caso português.

 

 Agricultura em Portugal

Agricultura passou a ser praticada a partir da revolução neolítica e desde essa data ela tem-se difundido e evoluído. Hoje a agricultura continua a ser uma actividade económica importante mas também a mais sensível a determinados factores como:

  • Clima

O clima em Portugal é temperado e por isso muito propício à agricultura pois a queda sazonal das folhas transmite matéria orgânico (humos) para o solo. Devido ao clima quente e seco no verão e frio e chuvoso no Inverno a videira, o sobreiro e o pinheiro sãos as principais culturas em Portugal, pois conseguem crescer com a pouca água que existe no verão e ás geadas no Inverno, mas existem já maneiras de plantar espécies em outros países de clima diferente uma dessas maneiras é: o uso de estufas a drenagem de campos e a irrigação.

 

  • Relevo

O relevo em Portugal é contrastado, no Norte o relevo é mais acidentado enquanto no Centro e Sul é mais plano, é devido a isso que a agricultura é mais importante no Alentejo e é também o motivo da existência de tanta vinicultura no Norte de Portugal (onde se faz o conhecido vinho do Porto que infelizmente é mais explorado pelos estrangeiros). Nos Açores e Madeira o relevo é mais acidentado devido à sua origem (vulcânica). Existem poucas montanhas em Portugal que são: a Arrábida, a Serra da Estrela, o Geres e o Buçaco. A dificuldade de cultivar numa montanha tem a ver com as chuvas que lavam o solo de nutrientes e por vezes de terra deixando-o e mm rocha nua, mas existem já maneiras de evitar isso construindo socalcos ainda assim a agricultura praticada seria tradicional devido à impossibilidade da chegada de máquinas a esses locais.

 

  • Solo

O Solo como já antes fora dito é rico devido a localização geográfica de Portugal ser numa zona temperada onde existe a queda sazonal de folhas que leva a uma boa concentração de humos no solo que os torna mais férteis. Nas zonas frias devido ao gelo também são pobres em nutrientes e nas zonas desérticas e tropicais também são pobres devido à existência em pouca quantidade de matéria orgânica, mas com o uso de adubos químicos já se consegue enriquecer os solos de maneira a ser mais fácil a prática da agricultura. No Norte de Portugal a agricultura é tradicional devido o relevo montanhoso e no sul e centro a agricultura é mais moderna pois já existem mais planícies e as propriedades são maiores

 

  • Desenvolvimento tecnológico e científico

O desenvolvimento tecnológico e cientifico é o uso de tecnologia humana para a agricultura que foi evoluindo da descoberta dos metais, para a máquina a vapor até os tractores de hoje em dia. Em Portugal devido em parte à extinção do morgadio as terras são demasiado pequenas para uso de máquinas e para o desenvolvimento tecnológico.

 

  • Tradições culturais

Tradições culturais já não são muito importante devido a que a agricultura já não é tão influenciada por isso, apenas nalgumas tribos de África e/ou América .

 

 

Agricultura tradicional

 

  • É uma agricultura de subsistência, ou seja para consumo próprio.
  • É mais praticada nos países subdesenvolvidos:
    • África
    • América Latina
    • Ásia
  • Possui um carácter rudimentar e rotineiro
  • Utiliza técnicas e instrumentos rudimentares/simples
  • Utiliza fertilizantes naturais
  • Possui um baixo rendimento agrícola, ou seja, tem pouca produtividade.
  • È praticada em explorações agrícolas de reduzida dimensão
  • Adopta a policultura
  • É praticada em regime extensivo
  • Ocupa uma grande percentagem da população activa

 


 

 Agricultura Moderna

  • É uma agricultura de mercado, ou seja, praticada para depois vender.
  • Possui carácter científico
  • Ocupa uma reduzida percentagem da população activa
  • Utiliza produtos químicos
  • Possui um elevado rendimento agrícola e altos valores de produtividade
  • É praticada em explorações agrícolas de grande dimensão (emparcelamento)
  • Adopta a monocultura
  • Praticada em regime extensivo
  • Praticada nos países desenvolvidos

 

 

Agricultura de Plantação

A Agricultura de plantação não passa de empresas vindas de países desenvolvidos para regiões tropicais para cultivarem plantas impossíveis de cultivar em regiões temperadas

 

Conclusão

Neste trabalho aprendi que existem diferentes tipos de cultura e como funcionam Aprendi também as influencias que a agricultura sofre em Portugal do clima, relevo tradições culturais, solo, e o desenvolvimento tecnológico e científico.

 

 

Bibliografia

www.arikah.net

www.greenpeace.org

www.beltectangua.com.br

charroco.blogs.sapo.pt

fesrvsd.fe.unl.pt/WPFEUNL/WP2000/wp391.pdf

web.educom.pt/…/Ambiente/Mapas/MapaAgr.JPG

Aumento das temperaturas na costa Leste dos EUA foi anterior à emissão massiva de gases com efeito estufa

 

Recentemente, um grupo de cientistas holandeses e norte-americanos descobriu que o aumento das temperaturas na Costa Leste dos EUA foi anterior à emissão massiva de gases com efeito estufa, ou seja, há cerca de 55 milhões de anos. Esta descoberta, demonstra que a alteração climática se deu antes do aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2).

 

Para chegar a esta conclusão, os especialistas analisaram sedimentos recolhidos no estado norte-americano de Nova Jersey, nos quais encontraram vestígios, de alterações climáticas e do aquecimento do Oceano, dos anos situados nos períodos pré-históricos do Paleoceno (65-55 milhões de anos atrás) e do Eoceno (53 milhões de anos atrás).

 

Porém, os especialistas afirmaram ignorar a causa que gerou aquele aquecimento, pelo que não tiram a hipótese de que se tenham produzido antes outro tipo de gases com efeito estufa, de que não há registo, mas que podem ter desencadeado todo este processo.

 

Fonte:

Dica da semana – 10 de Janeiro de 2008

 

 

8ºE Inês Palma

O Árctico está a derreter mais rápido do que as previsões da ONU


 

1979 – 2005

 

O degelo do Árctico leva já 30 anos de avanço sobre as previsões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC). Assim, durante o Verão, o oceano árctico pode ficar livre ou quase livre de gelo já em 2020, três décadas mais cedo do que as piores previsões do IPCC, que apontavam para 2050.

A imagem mostra os limites do Árctico em 1979 e a zona gelada restante em 2005, vendo-se uma grande diferença entre estas datas.

 

O degelo no Árctico pode ameaçar pessoas e espécies animais. Estas conclusões foram publicadas no Arctic Climate Impact Assessment (ACIA), relatório elaborado por mais de 200 cientistas.

 

O acelerado degelo no Árctico é visível e, as temperaturas naquela região estão a subir, duas vezes mais do que na generalidade do planeta e podem ascender aos 4º-7º Celsius (7-13 Fahrenheit) no ano de 2100.

 

A Sibéria e o Alasca já aqueceram 2º-3º C desde 1950.O mar gelado no Pólo Norte pode simplesmente desaparecer antes do final do século e, os cientistas sabem que a massa de gelo já regrediu entre 15 a 20 por cento nos últimos 30 anos.

 

Algumas espécies animais, como os ursos polares, não deverão resistir a alterações tão acentuadas. Se se verificar a perda quase total da massa de gelo os ursos polares muito provavelmente não terão capacidade para sobreviver como espécie.

 


 

 

 

 

 

 

 

Os lemmings (espécie de roedores), caribus, alces, mochos da neve, que vivem na terra e não no gelo, estão a ser empurrados para norte em direcção a habitats mais restritos.


O aquecimento global nos pólos, está a afectar 4 milhões de pessoas. O degelo está já a provocar o colapso em alguns edifícios na Rússia e Canadá, devido à fusão do gelo nas camadas do subsolo que também tem vindo a provocar instabilidade nos oleodutos, estradas e aeroportos.

 

 

8ºE

Ana Campos nº2

Inês Palma nº15

2008

IMAGEM DE SATÉLITE (18/4/2008 – 13 HORAS)


IMAGEM DE RADAR


 

Estas duas imagens, retiradas do site do Instituto de Meteorologia, mostram bem a relação entre a precipitação (sob a forma de chuva) e a cobertura nebulosa. Portugal está sob a influência de uma deporessão centrada no Golfo da Biscaia. Está, nesta altura, sob a influência de ar pós frontal, mais concretamente no sector frio, ou seja, após a passagem de uma frente fria. Essa frente fria está, no momento, a chegar ao Mediterrâneo em frente ao litoral da Catalunha e Região Valenciana.

No sector frio normalmente a temperatura baixa e a chuva passa a regime de aguaceiros. Os aguaceiros são chuvas mais ou menos fortes (concentradas no espaço e no tempo) intercaladas por breves períodos de céu limpo. Isto é resultado da presença de núvens de desenvolvimento vertical (Cúmulos e Cúmulo-nimbos), que podem atingir altitudes elevadas na troposfera mas que não são muito extensas em largura. Essas núvens estão bem visíveis na imagem de satélite. A chuva que se regista em Portugal (visível ma imagem de radar) tem um padrão pontual e não em mancha como acontece na passagem de uma frente. A chuva regista-se com o mesmo padrão espacial da cobnertura nebulosa.

O controlo do estado do tempo e a sua evolução é, hoje, um aspecto fundamental para a humanidade.

As previsões do tempo e as cartas sinópticas que têm sido aqui apresentadas vão colher informação vital aos satélites meteorológicos. Estes satélites estão colocados numa órbita geoestacionária. Isto implica que o satélite roda numa velocidade semelhante à da rotação da Terra o que lhe confere uma aparente imobilidade. O satélite encontra-se sempre sobre a mesma região e, geralmente, sobre a linha do Equador.

A figura, retirada do site da EumetSat mostra toda a rede mundial de satélites meteorológicos que cobrem a totalidade do planeta Terra.

O satélite que fornece informação Meteorológica para toda a Europa e África é o Meteosat, em que o da última geração (Meteosat 8) está situado a 3,4º Long. Oeste e 0º latitude (sobre o Equador).

Copyright 2008 © EUMETSAT. All rights reserved.
European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites

Cheias em Setúbal

Texto: Inês Palma

Mais de metade dos lojistas atingidos pelas cheias na baixa de Setúbal na segunda-feira (18/02/2008) não têm seguro e muitos necessitam de apoio financeiro para reabrir portas.

Já foram contactados cerca de uma centena de comerciantes afectados pelas inundações, mas cerca de 65% não têm seguro e muitos perderam quase tudo, incluindo mobiliário, equipamento informático entre outros produtos.


Av. 22 de Dezembro    

Praça do Bocage


Praça do Bocage


Ribeira

Av. Alexandre Herculano

 


Quem reside na zona assinalada no mapa, está em pleno leito de cheias. Numa situação de tempestade e forte precipitação, conjugada com período de maré-cheia, o risco de inundações aumenta consideravelmente.

Texto: Inês Palma

Mais chuva !!!

 

Hoje, dia 22 de Fevereiro 2008, é esperada mais chuva, em particular no Sul do País. Às 9.30 horas já caía no litoral alentejano e ao largo do Algarve. A chuva progride, mais uma vez, de norte para sul e o fim-de-semana vai ser chuvoso e, a julgar pelas cartas de prognóstico a chuva vai cair de forma intensa. Vamos esperar que, pelo menos, a desgraça não se repita.

A situação às 6.00 horas mostrava já uma linha de instabilidade que se aproxima do Algarve e que está a ser responsável pela chuva muito localizada a sul do país, visível na imagem de radar.

Para os próximos dias a previsão não é animadora. Apresentam-se, em seguida as cartas de prognóstico para o fim-de-semana. A pequena linha de instabilidade que hoje se observa vai agravar-se e uma frente oclusa de grande actividade, associada a uma depressão situada a sul de Portugal, vai atravessar Portugal de sul para Norte.

 

 

 

…Mas nem só os parques foram inundados em Setúbal. A Ana Campos tirou umas fotografias da cidade de Setúbal onde os efeitos das inundações estão bem visíveis. Estradas cortadas, carros cobertos de água, etc. Os prejuízos foram enormes! São os lugares que conhecemos do dia a dia mas que agora estão bem diferentes…

 

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

 

 

 

 

 

 

No passado dia 17 de Fevereiro coloquei um post sobre a aproximação da chuva e a sua deslocação para Norte. Sabia que iria chover bastante mas estava longe de imaginar a desgraça que se sucederia.

Assim, este artigo será dedicado às consequências dessa chuva forte em Setúbal, ilustrado com imagens tiradas pelos meus alunos que, neste dia, foram mais cedo para casa.

As imagens que se seguem são da autoria do André Gonçalves que gentilmente as cedeu para as partilhar com todos.

Obrigado pelas imagens

Foto: André Gonçalves

Foto: André Gonçalves

Foto: André Gonçalves

Foto: André Gonçalves



Foto: André Gonçalves

A chuva regressou!


8 Horas


9 Horas


10 Horas

11 Horas 12 Horas 13 Horas

A chuva regressou e veio para ficar.

As imagens de radar do Instituto de meteorologia entre as 8 horas da manhã e as 13 horas da tarde mostram bem a progressão da chuva de Sudoeste para Nordeste. A chuva começou a cair com intensidade no Algarve logo às 8 horas e depois foi progredindo para nordeste. Afectou, também, a região da Andaluzia. Esta progressão está associada à movimentação de Sudoeste para Nordeste de uma frente oclusa associada a uma depressão situada a Oeste de Portugal continental

A ausência de chuva em Trás-os-Montes é uma realidade e prende-se com o facto de esta região não estar sob a influência da depressão que afecta o estado de tempo em quase todo o território nacional. Está sob a influência de um anticiclone que afecta o estado de tempo na Europa ocidental.

Para amanhã a chuva continuará como atesta a carta de prognóstico para as 12 horas do dia 18 de Fevereiro de 2008. Contudo é já provável que a chuva atinja o nordeste de Portugal.

NASA – Earth observatory

(Clickar na imagem para a ver completa)

Esta imagem de satélite mostra a cidade de Nova Deli. Podem-se observar múltiplos aspectos que podem estar presentes em espaço urbano:

  • Áreas de elevada densidade de construção;
  • Vale fluvial;
  • Espaços verdes: áreas florestais, áreas agrícolas;
  • Vias de comunicação;
  • Diferentes estruturas urbanas.

Estes diferentes aspectos da paisagem mostram bem a evolução histórica da cidade. A cidade velha apresenta uma forte densidade de construção, mas com edifícios de baixa altitude. Quase não se vê vegetação. A contrastar a cidade nova foi construída ao longo de largas avenidas arborizadas que ligam parques, monumentos e edifícios governamentais.

A ocidente de Nova Deli está localizada uma reserva florestal que dá uma ideia de coimo seria a paisagem da região antes do crescimento urbano entretanto verificado. De notar ainda a existência de campos agrícolas férteis a noroeste de nova deli, que são parte do instituto indiano de pesquisa agrícola

Nova Deli é a capital da Índia e ocupa uma área de 1500 Km2, nos quais vivem 22 milhões de habitantes, portanto mais do dobro da população portuguesa!

Foto: Diogo Monteiro

Foto: Diogo Monteiro

Foto: Diogo Monteiro

Foto: Diogo Monteiro

Recentemente foi colocado um “post” sobre os nevoeiros de radiação no Parque de Vanicelos em Setúbal. Na altura tinha referido que esse tipo de nevoeiros era muito frequente em Trás-os-Montes. Essa maior frequência prende-se com as características do relevo da região, onde pontuam grandes áreas montanhosas e vales mais ou menos profundos. Assim, o processo é, resumidamente, o seguinte:

  • O ar frio forma-se no topo das montanhas mais altas;
  • O arrefecimento nocturno é mais acentuado em dias de calma atmosférica e de céu limpo;
  • O ar frio como é mais pesado e mais denso tem tendência a descer para as áreas topograficamente mais deprimidas (fundos de vale, áreas planas de menor altitude);
  • Formam-se, assim, “lagos de ar frio” em regiões de menor altitude;
  • O ar frio que torna-se visível pela condensação que se gera em virtude da descida da temperatura formando nevoeiros mais ou menos densos;
  • O gradiente térmico em altitude é diferente do habitual. Nestas situações, as regiões a altitudes mais elevadas estão ligeiramente mais quentes do que as regiões de menor altitude, pois o ar frio deslocou-se para os fundos de vale e áreas topograficamente mais deprimidas;
  • Estes nevoeiros, durante o Inverno, podem manter-se mesmo durante o dia, pois o aquecimento diurno não é suficiente para o dissipar.

As fotos (tiradas por Diogo Monteiro) mostram os cumes da Serra do Alvão perto de Lamas d’Olo, uma pequena aldeia perto de Vila Real situada a grande altitude. O nevoeiro que se observa tapa por completo a cidade de Vila Real que deveria estar visível. Os cumes da Serra do Alvão estão soalheiros e a sensação de conforto climático é bem maior do que se sente na cidade de Vila Real, tradicionalmente mais quente que os cumes montanhosos que a envolvem.

Estes nevoeiros invernais sobre a cidade de Vila Real podem manter-se durante vários dias.

Um agradecimento especial ao Diogo que me enviou estas extraordinárias fotos.

As migrações

O João Pessoa fez um “Powerpoint” excelente sobre as migrações! O trabalho merece, sem dúvida, ser visto por toda a gente.

Coloquei somente os slides um a um para que se possam, pelo menos, observar as imagens e ler o texto. Falta a música que também está incluída no trabalho original.

Para quem quiser consultar o original pode fazer o dowload AQUI!

Migrações

Chaminés de Fada

Esquema de formação das chaminés de fada (à esquerda).
Chaminé de fada (à direita).

Adaptado de Antunes, J. (1990) e Roque M. et al (1998)

 

As chaminés de fada são formas de relevo muito curiosas. Formam-se a partir de depósitos detríticos pouco coerentes e muito diversificados em tamanho. Podem coexistir desde argilas e areias. A acção da chuva vai provocar uma erosão diferencial: os materiais mais finos serão erodidos enquanto que os materiais mais volumosos e mais rígidos serão mais poupados ao trabalho de desgaste das águas de escorrência. Contudo, a erosão não afectará os materiais por baixo dos grandes blocos de rochas. A rocha de cima funciona como protector da erosão e acabará por colapsar quando, com o continuar da erosão, não seja possível sustentar o bloco de rocha maior.

São formas de relevo raras e ocorrem, sobretudo em áreas montanhosas onde existam depósitos de vertente, em particular depósitos glaciários que são aqueles em que a diversidade de tamanho dos detritos é, normalmente, maior. Assim, bons exemplos podem ser encontrados nos Alpes e nas montanhas da Turquia. Os exemplos que se seguem são de uma região da Turquia chamada Cappadocia.




 


Nuuk – Capital da Gronelândia


Vista de Nuuk com bom tempo

A Gronelândia é uma ilha gigantesca com uma superfície de aproximadamente 2,2 milhões de Km2. É equivalente a 4 vezes o território francês. 80% da superfície da ilha está coberta de gelo que, em certos locais pode atingir os 3km de espessura!! Ou seja, há locais na Gronelândia em que só a espessura do gelo é maior que o ponto de maior altitude de Portugal.

Como é típico das regiões polares a precipitação é muito baixa e ronda os 55mm por ano. Para terem uma ideia, nas regiões mais secas de Portugal (interior do vale do Douro e interior do Alentejo) a precipitação pouco ultrapassa em média os 300mm anuais.

Do ponto de vista político, a Gronelândia pertence à Dinamarca e obedece à legislação deste país. Mas a Gronelândia não foi integrada na União Europeia, logo mesmo para cidadãos europeus é necessário passaporte.

O Povo Inuit habita a Gronelândia assim como todas as terras polares da Ásia à América do Norte Há cerca de 15000 anos, durante a última glaciação.

Hoje, aproximadamente 56000 Inuits vivem na Gronelândia dos quais 15000 estão na Capital Nuuk. A Capital situa-se numa Península a ocidente da Gronelândia a 64.1′ºLat. Norte e 51,7′ Long. Oeste.

Estas fotos são do dia 21 de Janeiro de 2008 por volta das 7 horas da manhã e mostram nevoeiro de radiação no Parque de Vanicelos (Setúbal).

Durante as noites de Inverno e com céu limpo, que indica calma atmosférica, o ar mais frio tem tendência a descer para as áreas topograficamente mais deprimidas. O ar frio acumula-se, assim, nas áreas mais baixas, formando o que se costuma designar como “lagos de ar frio”. Nestas situações as regiões de maior altitude registam temperaturas mais elevadas do que as regiões mais baixas. De lembrar que o “normal” é que a temperatura diminua com a altitude. Assim, nestas situações temos uma inversão térmica local. A Estalagem do Sado (visível na foto de baixo), ou mesmo a varanda da minha casa, de onde foi tirada a fotografia, registam temperaturas mais elevadas que o Jardim que se encontra numa altitude mais baixa.

Pena não ter tido tempo para medir as diferenças de temperatura e poder deixar aqui a ideia de como a temperatura, nestas situações, pode variar sensivelmente em áreas muito restritas.

Estes nevoeiros podem cobrir áreas mais extensas e terem um carácter mais regional, por exemplo, os que se observam (no Inverno e em dias de clama atmosférica) no Vale do Douro e principais afluentes.

Este mapa é retirado do site da Presidência da República e representa a densidade populacional em Portugal por concelhos. Há um forte contraste entre, por um lado, o litoral Norte e Centro e litoral do Algarve e, por outro lado o resto do país, em particular o interior. No primeiro caso, observam-se elevadas densidades populacionais e, no segundo caso, as densidades são, no geral, muito baixas. Tal mostra a capacidade de atracção de população do Litoral Português (excepto o litoral alentejano) onde se situam as maiores e mais desenvolvidas cidades. As densidades do litoral Algarvio dizem respeito a população residente, naõ confundir, portanto, com o afluxo de turistas. O Turismo é fonte de desenvolvimento no Algarve e tem-se mostrado eficaz na sua capacidade de atacção de população residente.

O litoral alentejano sempre foi a excepção em Portugal continental. Curiosamente as principais cidades alentejanas situam-se no interior: Évora e Beja. Nos últimos anos, fruto de uma reanimação da actividade industrial e portuária, Sines tem registado um crescimento assinalável.

O interior de Portugal continua a manifestar uma grande dificuldade em atrair popu8lação. Salvo algumas capitais de distrito do interior que t~em cresico em termos populacionais, os concelhos do interior sofrem de um crescente abandono das suas populações em direcção às grandes cidades, sobretudo as do litoral.

A Gronelândia é a maior ilha do Planeta Terra. É um bom exemplo de uma região pouco atractiva à fixação humana. A Ilha é habitada somente no litoral sudoeste. Só duas aglomerações urbanas significativas podem ser encontradas na parte oriental. A Capital NUUK e a maior parte das cidades da Gronelândia situam-se na parte ocidental, na sua metade sul. O interior da Ilha está coberto por espessas camadas de gelo atingindo, em alguns lugares 2 a 3 mil metros de espessura. Nestes sítios a fixação humana é simplesmente impossível.

 

 

A proximidade com o Pólo Norte torna o clima da Gronelândia muito rigoroso e as horas de sol durante o Inverno são muito escassas. Os seres humanos que aqui habitam construíram as suas casas com tons fortes e alegres a contrastar com o tempo sempre cinzento e carregado.

Nas condições climáticas que se registam na Gronelândia, a actividade agrícola encontra-se extremamente dificultada. Como é também típico das regiões com clima pouco favorável a criação de gado é uma boa alternativa. As ovelhas da Gronelândia são hoje um símbolo importante (a par da pesca) da actividade económica desta ilha.

A Gronelândia foi “Descoberta” pelos Vikings nas suas viagens pelo Atlântico Norte. Tiveram mesmo uma colónia muito importante durante o óptimo climático da Idade Média, altura em que uma temperatura mais elevada, permitiu a fixação humana. Mas estas regiões limite são muito sensíveis a pequenas alterações do clima. Assim, após o óptimo climático, seguiu-se a pequena Idade do Gelo, que dizimou toda a população de vikings que habitava a ilha. A progressão dos Gelos em direcção ao litoral tornou impraticável a agricultura e estes colonos morreram (ao que se pensa) de fome. Escavações feitas na Gronelândia mostraram esqueletos de seres humanos, que datavam do início da pequena Idade do Gelo, que davam indicações de seres humanos com baixa estatura e com problemas nos ossos que indicavam má alimentação e fome. A Gronelândia é hoje uma região de administração Dinamarquesa.

earth_night.jpg

A imagem resulta de uma composição de vária imagens de satélite tiradas à Terra durante a Noite e em alturas de céu limpo.

Podemos observar as luzes emitidas durante a noite, o que nos dá, evidentemente, as áreas mais iluminadas, na sua maioria, as áreas mais densamente povoadas. É uma outra forma de mostar a distribuição da população mundial, através da quantidade de luz emitida durante a noite, que indica a presença humana.

Mas nem tudo o que é luz é presença humana. Assim, algumas luzes sobre a Amazónia são incêndios, as luzes no Mar do Japão são da rota pesqeira japonesa, algumas luzes no deserto da Arábia são de poços de petróleo.

No entanto, a imagem geral que se pode retirar é a da ocupação humana.

As áreas atractivas etão bem visíveis e iluminadas: o nordeste dos EUA, a costa Oeste dos EUA (Califórnia), o litoral da America do Sul (em particular a região de São Paulo e Rio de Janeiro), a Europa central e ocidental, o sul e sudeste asiático.

As áreas repulsivas estão representadas pela ausência (ou quase) de luzes: A Amazónia; os desertos quentes (Sahara, Kalahari, Gobi, deserto australiano), os desertos frios (regiões polares do norte e do sul – Gronelândia, Norte do Canadá, Norte da Ásia (Sibéria) e as grandes cadeias de montanhas (ex. Himalaias).

Comentários a este blog

Mais de 90% dos comentários a artigos deste blog não são considerados. Este é um blog escolar dirigido a alunos do ensino básico e secundário. Não é um blog de opinião livre, pois é mais um instrumento de estudo e de trabalho que coloco à disposição dos meus alunos, ou de outro aluno qualquer, noutra parte do país ou do mundo, que ache que os assuntos aqui tratados lhe poderão ser úteis. Por isso, há determinado tipo de cuidados que eu, como professor, não poderei deixar de ter. Assim, quem pretender ver os seus comentários publicados terá que obsevar algumas regras. tais como:

  • Escrever correctamente.
  • Não utilizar calão ou insultos.
  • Não fazer manifetações de ordem política ou religiosa.
  • Escrever mais do que meia dúzia de palavras (ex. “Gostei muito!”).
  • Os comentários têm que estar de acordo com o conteúdo do artigo (”post”) em questão.
  • Outras elementares regras de elemtar bom senso.

Todos os dias sou confrontado com comentários que não podem ser aprovados pelas razões que mencionei. Se pretendem comentar façam-no respeitando as regras que eu me imponho a mim e aos meus alunos.

Pedro Tildes Gomes

Foi colocado na plataforma um documento PDF sobre as vantagens e desvantagens dos diferentes meios de transporte. Para além disso, o documento faz referência às questões da distância-custo e distância-tempo e, ainda, os problemas ligados à escolha do meio de transporte mais eficaz.

A língua portuguesa no Mundo

 

As 20 línguas maternas mais faladas no mundo

 

 

Língua

Principal País

População

1 Chinês mandarim

China

885 000 000

2 Espanhol

México

358 000 000

3 Inglês

USA

322 000 000

4 Árabe clássico

Egipto

200 000 000

5 Bengali

Bangladesh

189 000 000

6 Hindu

Índia

182 000 000

7 Português

Brasil

170 000 000

8 Russo

Rússia

170 000 000

9 Japonês

Japão

125 000 000

10 Alemão

Alemanha

98 000 000

11 Coreano

Coreia do Sul

78 000 000

12 Francês

França

77 000 000

13 Chinês wu

China

71 000 000

14 Vietnamita

Vietname

67 662 000

15 Telugu

Índia

66 350 000

16 Chinês Cantão

China

66 000 000

17 Marathi

Índia

64 783 000

18 Tamoul

Índia

63 075 000

19 Javanês

Indonésia

60 000 000

20 Turco

Turquia

59 000 000

 

 

 

 

 

As 13 línguas maternas mais faladas no mundo

 


 

A língua portuguesa é uma língua muito utilizada em todo o Mundo. O português não é falado apenas em Portugal! Pela análise da tabela conseguimos ver que o país onde há mais pessoas a falar português é o Brasil.

É a sétima língua mais falada no mundo!

 

O Português como língua oficial

 

 

Há 170 milhões de indivíduos que utilizam o português como língua materna ou como língua oficial: em Portugal, em Angola, no Brasil, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em Moçambique, em São Tomé e Príncipe e em Timor-Leste.

Há regiões em que a língua portuguesa é usada por grupos minoritários (Macau, Goa, Damão e Diu) ou, então, é levada por imigrantes de origem lusófona: EUA e Canadá 2.000.000, Europa além Portugal 1.500.000, Paraguai 500.000, Japão 250.000, Austrália 60.000,etc.

 

Em África:

 

 

 

Crioulos de África

 

Crioulos da Alta Guiné
1 Cabo Verde
2 Senegal
3 Guiné-Bissau

Crioulos do Golfo da Guiné
4 Príncipe
5 S. Tomé
6 Ano Bom

No Oriente:


Crioulos no Oriente


Crioulos Indo-Portugueses

1 Diu *
2 Damão
3 Bombaim *
4 Chaul * e Korlai
5 Goa *
6 Mangalor *
7 Cananor *, Tellicherry e Mahé *
8 Cochim * e Vaipim *
9 Quilom *
10 Costa do Coromandel *
11 Costa de Bengala *
12 Sri-Lanka (Ceilão)

 

Crioulos Malaio-Portugueses
13 Kuala Lumpur *
14 Malaca
15 Singapura *
16 Java (Batávia e Tugu) *
17 Flores (Larantuka) *
18 Timor-leste (Bidau) *
19 Ternate *, Ambom * e Macassar *


Crioulos Sino-Portugueses
20 Hong Kong *
21 Macau (* Extinto ou em extinção )

 

Na América do Sul:


Crioulos na América do Sul

 

Crioulos do Brasil
1 Crioulo de Helvécia

Crioulos com forte influência lexical portuguesa
2 Saramacano (base inglesa)
3 Aruba Papiamento (base ibérica)
4 Curaçau
5 Bonaire

 

A língua portuguesa é mesmo interessante! É uma língua espalhada pelos 5 continentes habitados pelo Homem.

Fonte: http://www.linguaportuguesa.net

 

Inês Palma 8ºE Nº15

Já se encontra disponível na plataforma da escola um ficheiro excell para construção de pirâmides etárias. Têm duas hipóteses: um gráfico a preto e branco, na folha 1 e um gráfico a cores na folha 2.

Experimentem com os dados que vos forneci numa aula anterior e vejam o resultado. Não se esqueçam de transformar os valores para os homens em valores negativos, para que as barras creçam da direita para a esquerda. No entanto, no resultado final, os valores surgem correctamente.

Também coloquei na plataforma um ficheiro excell com dados sobre estrutura etária de Portugal para quem quiser experimentar fazer mais pirâmides com dados reais. Caso tenham alguma dúvida na consulta desses dados não hesitem em me questionar que eu estarei disponível para todos os esclarecimentos.

Bom trabalho!!!

Uma actualização da situação do envelhecimento em Portugal até 2005.

Apesar de se tratar somente de 5 anos o efeito “envelhecimento” continua bem marcado na estrutura etária portuguesa. Veja-se, por exemplo, que a base da pirâmide continua a estreitar, ao mesmo tempo que o topo continua a “alargar”. Isto traduz uma baixa de natalidade (estreitamento na base) e um aumento do número de idosos (alargamento no topo) e consequente aumento na esperança média de vida.

O acentuar do estreitamento na base da pirâmide verifica-se até às classes etárias dos 25 anos (aproximadamente), altura em que a situação se inverte, ou seja, verifica-se, a partir daqui um aumento de efectivos até às classes etárias mais elevadas no ano de 2005.

Este relatório foi publicado em 2006, referente a dados de 2005.

Vem aí a Chuva

Depois de vários dias sem precipitação, em que a ausência de chuva provocou um número record de incêndios em Novembro, eis que chega a chuva com frio e muito vento à mistura. A protecção civil já tinha emitido alguns alertas devido às baixas temperaturas e hoje, dia 18 de Novembro, já emitiu outros alertas, desta vez para as fortes chuvas e forte vento, sobretudo para as terras altas. As condições meteorológicas começam a conhecer um agravamento muito brusco e repentino, depois de um Verão de São Martinho anormalmente quente, seco e prolongado. O Inverno caminha a passos largos.

As imagens mostram a aproximação de Norte de uma frente fria, associada a uma depressão muito cavada centrada a Norte da Península Ibérica, e de sudoeste, de uma frente oclusa associada a uma outra depressão situada a Sudoeste do Cabo de São Vicente. A junção das duas vai causar uma linha de grande instabilidade que vai ser responsável pelo “mau” tempo que se registará na próxima semana, em particular nos dias 19 e 20 de Novembro.

Por isso, protejam-se, agarrem os guarda-chuvas e agasalhem-se!

Já se encontra na plataforma da Escola (Bocage) um documento resumo sobre as vantagens e desvantagens dos diferentes meios de tansporte. Trata-se de um quadro resumo de grande utilidade para o próximo teste de avaliação.

Deixei na plataforma da Escola os documentos em pdf sobre os quais retireis as imagens dos últimos “posts”. No vosso curso (turma) procurem uma pasta de nome “populção” e lá encontrarão três documentos interessantes sobre a evolução da população.

As pirâmides que a seguir se apresentam são do Instituto Nacional de Estatística. São construídas com base em classes etárias de um ano e não de cinco conforme estamos mais habituados. Ganha-se, contudo, uma análise de maior pormenor.

A pirâmide de 1960 mostra uma estrutura típica de população jovem, com elevada natalidade e uma esperança média de vida relativamente baixa. Reflecte bem o subdesenvolvimento económico português da altura.

Em 1970 nota-se já uma ligeira descida da natalidade, mas o aspecto mais importante a realçar são as classes ocas nas classes etárias dos jovens adultos entre os 20 e os 30 anos de idade. Portugal viu uma boa parte da sua população abandonar o país durante a década de 60 para a emigração com destino à Europa (sobretudo França). Isto reflecte-se na pirâmide etária de 1970, onde o “estreitamento” nas classes etárias dos jovens adultos é bem evidente.

Em 1981 acentua-se um pouco o envelhecimento traduzido numa baixa de natalidade (visível pelo ligeiro estreitamento na base da pirâmide) e um ligeiro aumento na esperança de vida (traduzido por um ligeiro alargamento no topo da pirâmide). As classes ocas resultantes do grande fluxo migratório dos anos 60 ainda é visível só que, como seria de esperar, está 10 ano acima, nas classes etárias dos 30 aos 40.

O desenvolvimento económico que Portugal experimentou desde meados da década de 80, altura em que integrou a então designada Comunidade Económica Europeia (actual União Europeia), reflectou-se logo na Pirâmide. Portugal deixou definitivamente de ser um país com uma economia rural e modernizou-se. A população portuguesa adquiriu um comportamento mais urbano e a mulher emancipou-se, entrando em força no mercado de trabalho. Em consequência a natalidade baixa bruscamente, como se pode ver pelo estreitamento acentuado na base da Pirâmide. Ao mesmo tempo, o topo da pirâmide alarga-se agora de forma muito mais visível, traduzindo uma baixa na mortalidade e consequente aumento da esperança de vida. As classes ocas da migração dos anos 60 são visíveis agora nas classes etária dos 40 aos 50. Esta pirâmide de 1991 é já típica de um país envelhecido.

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Em 2001 acentua-se o envelhecimento, com um reforçar do estreitamento na base (menor número de indivíduos das classes mais jovens) e alargamento no topo (aumento dos efectivos das classes etárias dos idosos).

A pirâmide em cima mostra o quanto a população portuguesa envelheceu na última década. As pirâmides de 1991 e 2001 estão justapostas: 2001 a laranja e 1991 a cinzento. É uma boa forma para se estudar a evolução, comparando directamente as diferentes classes etárias, nos diferentes anos em questão.

Nota-se um claro estreitamento da pirâmide de 2001 nas classes etárias dos mais novos e um alargamento no topo, ou seja, nas classes etárias dos mais idosos. Isto significa também que, nesta década, a natalidade diminui e a esperança de vida aumentou.

Evolução da população residente – Portugal (1990 a 1998)

    Este gráfico representa a evolução da população residente em Portugal, entre os anos de 1990 e 1998. O ritmo de crescimento anual de homens e mulheres é constante, sendo o número de mulheres sempre mais elevado do que o dos homens. É de notar que as linhas dos crescimentos anuais são praticamente paralelas sendo o ritmo de crescimento anual das mulheres ligeiramente superior.

    O gráfico foi retirado do site:
http://images.google.com/images

Inês Palma nº15 8ºE

Nevoeiro sobre Lisboa

Ponte 25 de Abril

    Esta imagem mostra a ponte 25 de Abril, no dia 15 de Fevereiro de 2007, às 15h18min, sobre uma forte nebulosidade que se verifica na cidade de Lisboa.

    A imagem foi retirada do site:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:391143494_42a2c745f7.jpg
Inês Palma nº15 8ºE

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Como já todos devem ter reparado estamos, nesta altura do ano, a viver o Verão de São Martinho. A lenda é curiosa e tem um significado climático muito bem marcado.

Fala-se muito sobre o “aquecimento global” e sobre as alterações do clima e há a tendência dos meios de comunicação, e das pessoas em geral, em valorizar determinados acontecimentos meteorológicos, como estando enquadrados numa qualquer desgraça. Um destes exemplos mais típicos é o designado por Verão de São Martinho.

Então, surge logo uma questão? Será esta elevada insolação, acompanhada por temperaturas amenas, um sinal de alteração do clima com causas antrópicas? A minha resposta é não e passo a explicar porquê.

São Martinho viveu em plena Idade Média. Nasceu no ano 316 D.C. e foi no ano 337 D.C que se dá o episódio lendário em que São Martinho partilha a sua capa com um pobre mendigo.

A história foi mais ou menos esta e que vou descrever sumariamente.

Num dia de Outono tempestuoso o soldado S. Martinho deparou-se no seu caminho com um pobre mendigo quase nu, tremendo de frio. Ao ver esta situação S. Martinho não hesitou: pegou na sua capa, cortou-a ao meio e deu uma metade ao pobre mendigo.

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 Mal agasalhado e debaixo de uma chuva torrencial, S. Martinho prosseguiu o seu caminho feliz por ter ajudado alguém em dificuldade. Mas, de repente, a tempestade parou, o céu ficou sem núvens e parou de chover. O frio terminou. A lenda reza que terá sido Deus que ao ver a bondade de S. Martinho decidiu dar algum conforto à sua viagem melhorando o estado do tempo.

Esta lenda tem, de facto, uma tradução climática e meteorológica. Ou seja, a frequência de dias de sol em Novembro com temperaturas relativamente elevadas é um facto que tem elevada frequência e que tem tendência a repetir-se ao longo dos anos. A julgar pela altura em que S. Martinho viveu, já se verifica há alguns séculos e, que se saiba, na Baixa Idade Média, a capacidade que o homem tinha para alterar o clima era quase nula.

É pois normal que, em Novembro, um anticiclone se instale na Europa Ocidental (de lembrar que S. Martinho era Francês), como é o exemplo da figura em baixo e que representa a situação de 7 de Novembro.

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A instalação deste anticiclones nesta altura do ano é um facto perfeitamente estudado e considerado normal. Pode originar temperaturas amenas e situações de alguma secura outononal.

Se é “normal”, então não há nada de extraordinário, sobretudo se há registo destas situações desde há vários séculos atrás, pelo menos desde a época em que S. Martinho viveu.

É típico dos climas mediterrâneos que o calor e a secura estivais se prolonguem pelo Outono, assim como o frio Invernal se prolongue pela Primavera.

O tempo relativamente quente e seco que temos experimentado neste Outono é, pois, normal e enquadra-se dentro da variabilidade natural do clima. Situações destas já se registaram no passado, mesmo em épocas onde o tema das alterações do clima nem seuqer era estudado.

No entanto, poderá haver uma tendência do agravamento destes fenómenos, ou seja, casos extremos cada vez mais intensos (ex. secas mais prolongadas, verões relativamente frescos, a par de Invernos extremamente chuvos ou extremamente secos).

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Em Portugal também se arranjam imagens fantásticas de paisagens pouco alteradas pelo homem, cujo grau de humanização é muito pouco significativo. À primeira vista estaríamos a observar uma paisagem natural, mas os muros de casas que já não existem e uma pequena estrada, são marcas da acção do homem.

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