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Archive for the ‘Clima e meteorologia’ Category

ANOMALIAS DE TEMPERATURA (A)

 

ANOMALIAS DE PRECIPITAÇÃO (B)

Fonte: Nasa Earth Observatory

 

A Austrália costuma ser um território de grandes contrastes sobretudo no que se refere ao clima. A sua grande diversidade gera imagens como as de cima. AS figuras representam anomalias de temperatura (A) e de precipitação (B). Anomalias significam diferenças dos valores (de temperatura ou precipitação) em relação a uma determinada média. Dá uma informação com maior valor climático, uma vez que conseguimos verificar se determinado valor absoluto se afasta ou não da média, ou seja, do que é “normal”.

No caso das temperaturas (A) as áreas a vermelho registam temperaturas acima da média, enquanto que as áreas a azul registam temperaturas abaixo da média. As regiões a branco registam valores dentro da média. Facilmente se pode verificar um grande contrastes Norte/Sul, no qual a região sudeste surge com anomalias de temperatura positivas mais elevadas, atestando, aqui, a maior intensidade da vaga de calor no estado de New South Wales. Ao contrário, em Queensland e no Northern Territory há registo de valores abaixo da média.

Esta distribuição de temperaturas coincide com a distribuição espacial das anomalias de precipitação (B). Assim, às anomalias negativas de precipitação (a castanho) correspondem as áreas onde se regista vaga de calor mais intensa. Por outro lado, nas regiões com anomalias positivas de precipitação (a azul) as temperaturas são, como seria de esperar, consideravelmente mais baixas.

 

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Fonte: Naval Research Laboratory Monterey (20/10/2009)

Esta imagem de satélite, com as isóbaras sobrepostas, ilustra o regresso da chuva a Portugal. Portugal está sob a influência de uma depressão, cujo centro se encontra situado a Noroeste da Península Ibérica, e à qual está associada uma frente fria muito extensa e muito activa. Neste momento (às 6.00 horas), a frente fria está a atravessar o território de Portugal Continental e a provocar forte queda de chuva de Norte a Sul.

De notar, também, a presença de um anticiclone a Oés-sudoeste da Península Ibérica, cujo núcleo está isolado pela isóbara de 1020 hPa, do qual se afastam os grandes sistemas nebulosos. Repare-se como as nuvens mais densas contornam os limites exteriores deste anticiclone.

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Fonte: Eumetsat

As trovoadas de verão seguidas de fortes quedas de chuva, são um aspecto particular e de grande frequência de ocorrência no interior da Península Ibérica. Esta extraordinária imagem de satélite ilustra precisamente uma destas situações. São visíveis sobre o Interior Sudeste da Península umas formações nebulosas muito típicas de chuva intensa com possibilidade de trovoada. Essas núvens designam-se por cúmulo-nimbos e são núvens de grande desenvolvimento vertical, mas de extensão relativamente reduzida. São responsáveis por quedas de chuva muito concentradas no tempo e no espaço, ou seja, são chuvas muito localizadas e em curtos espaço de tempo. No entanto, estas chuvas podem ser devastadoras, devido à sua forte intensidade.

A formação deste tipo de núvem e nesta altura do ano (Verão) está associada a condições de grande aquecimento do substrato continental (que aquece as massas de ar que por ele circulam) a que se liga, normalmente, uma invasão de ar frio em altitude, vindo de latitudes mais elevadas. Esta conjugação de factores é geradora de grande instabilidade do ar e, consequentemente, de forte chuva.

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Fonte: National Geographic

 

A Imagem ilustra o apsecto de uma chuva torrecial numa região desértica. Neste caso trata-se das Badlands de Mussentuchit no estado de Utah (Estados Unidos da América). A chuva vista ao longe dá a sensação de que a núvem que lhe dá origem se está a “desfazer” na sua base. Este tipo de chuva nas regiões desérticas está normalmente associada a fortes correntes convectivas causadas pelo grande aquecimento do substrato. É pois uma chuva de tipo convectivo, muito concentrada no espaço e no tempo que, em regiões desérticas, pode mesmo dar origem a cursos de água temporários.

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Fonte: Nasa, Earth Observatory

 

Enquanto que Portugal experiencia um Inverno com bastante neve (sobretudo no interior Norte e Centro), do outro lado do Mundo, na Austrália, regista-se uma das mais intensas vagas de calor. As temperaturas têm atingido os 47ºC. Estão criadas as condições para que se desencadeiem grandes incêndios (de origem criminosa ou não).

O mapa ilustra as anomalias de temperatura (diferença em relação à média) na semana de 25 de Janeiro a 1 de Fevereiro. A azul stão representadas as áreas com temperaturas abaixo da média, a branco as áreas com registo de valores “normais” e, a vermelho, as regiões com valores acima da média, portanto a viver uma situação de vaga de calor. Facilmente se pode verificar que a vaga de calor australiana se confina às regiões do Sul, em particular as do sudoeste, na região de Vitória. No Norte as grandes manchas azuis atestam temperaturas bem inferiores à média.

A meteorologia australiana classificou esta vaga de calor como excepcional, não só pelos valores absolutos de temperatura registados, mas também pela duração no tempo do calor. Algumas temperaturas nocturnas bateram records antigos como a que foi atingida na madrugada de 29 de Janeiro de 2009, por volta das 3 da manhã na cidade de Adelaide: 41,7ºC às 3.04 horas!!!

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A neve Outonal

 

Este Inverno tem sido particularmente frio. As situações de neve registadas até à data podem ser consideradas frequentes. A situação sinóptica da figura ilustra a primeira situação de queda de neve, ocorrida na madrugada de 29 de Novembro (Sábado). A neve caiu de forma abundante no interior norte e centro, nas regiões de Trás-os-Montes e Beira Interior. Os impactos na vida das populações destas regiões foram imensos, relacionados, sobretudo, com as dificuldades de deslocação por via rodoviária. Um número relativamente elevado de vias rodoviárias foram cortadas ao trânsito automóvel.

A situação sinóptica representada é típica de um evento de queda de neve: um anticiclone centrado no atlântico e com apófise polar (anticiclone que se estende em latitude) ao lado de uma depressão centrada a norte da Península Ibérica, provoca uma advecção de ar muito frio, proveniente do ártico. Nestas situações particulares verifica-se a passagem sucessiva de frentes frias que orginam queda de neve, por veses até latitudes muito mais baixas. Não foi o caso desta situação. Não caiu neve em regiões do Sul (Lisboa e Setúbal, por exemplo), excepto nos topos das montanhas mais altas.

O que há de mais extraordinário nesta situação é o facto de as primeiras quedas de neve terem ocorrido ainda durante o Outono. Em Portugal, o mais comum é que estes episódios de neve ocorram mais frequentemente durante o mês mais frio, ou seja, Fevereiro.

Apesar de tudo e até ao mês de Janeiro de 2009 o ano não tem sido particularmente chuvoso, mas sim particularmente frio. De acordo com informações do Instituto de Meteorologia a capacidade das barragens estava a 40% no mês de Dezembro e 60% em Janeiro, valor considerado normal para a época do ano. Para que as barragens fiquem na sua máxima capacidade será necessário que continue a chover durante o resto do Inverno e que a Primavera não seja seca.

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O “bom tempo” e o “mau tempo” são conceitos algo vagos e dotados de grande subjectividade.

Como se poderá justificar que neste Inverno o “mau tempo” tem sido predominante? Em altura de crise económica a abundância de água não será benéfica para Portugal, na medida e que diminui a nossa dependência do petróleo para a produção de electricidade?. As nossas barragens ainda não atingiram os máximos de capacidade apesar da precipitação (líquida e sólida) que tem caído nos últimos meses. Desta feita, será bom para todos nós que continue a chover apesar da saturação que já se vai observando nas pessoas relativamente ao “mau tempo”.

Como se poderá dizer que o tempo está mau quando chove se, por vezes, a chuva é necessária também para a agricultura. E reafirmo por vezes, pois a chuva também só é benéfica se cair na altura certa. Por exemplo, para a cultura da vinha uma chuvada forte no Verão, pouco antes da vindima, pode deitar abaixo toda uma colheita.

Já os dias de Sol estão sempre associados ao “Bom Tempo”! Então tivemos muito bom tempo durante as secas severas de 2004/2005 e do início da década de 90. Será “bom tempo” ver o gado a morrer à sede e à fome? Será “Bom Tempo” ver colheitas destruídas por falta de chuva. De facto, não chove e temos dias soalheiros, mas muitos dias soalheiros, em particular no inverno, podem ser desastrosos.

Provavelmente, a associação do bom tempo aos dias soalheiros e do mau tempo aos dias de chuva é típica de indivíduos urbanos sem mais nenhuma preocupação na vida do que ter que decidir a roupa que se veste ou se guarda-chuva vai fazer falta. Ou seja, aquelas pessoas que acham que a comida dos hipermercados estará sempre nas prateleiras quer, faça sol, ou faça chuva. Ou ainda, aqueles que recebem sempre o seu ordenado independentemente do estado do tempo. O grande problema é pensar que a maior parte de nós vive em meio urbano e tem pouca consciência dos efeitos do estado de tempo na economia das regiões.

De qualquer forma, e tal como pode ser comprovado por este “post”, as imagens sobre o “mau tempo” são bem mais interessantes e espectaculares. Claro que esta afirmação enferma, também, de grande subjectividade.

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