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Archive for 19 de Maio, 2007

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Aspecto do relevo a oriente de Porto Covo. Em frente a Serra do Cercal e os aerogeradores

PTG

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Haja esperança! 

ONU considera possível e barato combater o aquecimento    

   Antigamente, o clima estava intimamente relacionado com fenómenos naturais. As catástrofes que sempre aconteceram eram o resultado dos “caprichos” da natureza. Agora, sabe-se que as mudanças climáticas e consequentes catástrofes naturais (as quais se têm vindo a intensificar nos últimos anos) são também resultado da actividade humana: a poluição, o aquecimento global do planeta, o efeito estufa, erros ambientais e ecológicos, … são problemas que estão em debate. Será que já não há solução e que a humanidade está a caminhar para o princípio do fim?Segundo um artigo publicado no jornal “Público” (05/ 05/ 07), combater as alterações climáticas é urgente, possível e relativamente barato. É esta a principal conclusão de mais um relatório da ONU sobre o aquecimento global, divulgado em Banguecoque no dia 4 de Maio. O novo relatório, feito a partir de outros, concebidos pelo IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) conclui que as emissões de gases que estão a aquecer o planeta – como o dióxido de carbono – subiram setenta por cento entre 1970 e 2004. A acção tem de ser imediata! Para limitar a dois graus Celsius o aumento da temperatura global até 2100, as emissões de gases só podem continuar a subir até 2015. A partir daí, têm de começar a descer, para estabilizar a temperatura global!

Para alcançar tal objectivo, foram propostas as seguintes mudanças:

 As energias renováveis devem chegar aos 30% – 35& da electricidade consumida em todo o mundo. Estão-se a estudar novas tecnologias em que será possível o armazenamento subterrâneo do dióxido de carbono.

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Transportes menos poluentes

Relativamente aos transportes, está-se a pensar utilizar os transportes de massa e também começar uma segunda geração de biocombustíveis, aviões mais eficientes e melhores carros eléctricos e híbridos. fig-2.jpg

  

Edifícios inteligentes

Cerca de trinta por cento das emissões de gases relacionadas com os edifícios podem ser evitadas até 2030 sem custos e, pelo contrário, com poupanças para o cidadão. Há tecnologias disponíveis em todo mundo: lâmpadas de baixo consumo, electrodomésticos mais eficientes, painéis solares e melhores materiais de construção, entre outros. Espera-se uma maior disseminação de edifícios inteligentes.

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 Indústrias mais ecológicas

Nas indústrias existem inúmeras opções para reduzir as emissões de energia. No entanto, nem todas estão a ser utilizadas. Melhorias significativas podem ser obtidas através da reconversão das indústrias mais antigas, por exemplo. Aposta-se no armazenamento do dióxido de carbono das fábricas, além de mais avanços na eficiência ergética.

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A importância das florestas

Por último, em relação às florestas, será possível reduzir as emissões nas florestas e aumentar a sua capacidade de absorver  CO2 carbono. Cerca de sessenta e cinco por cento do potencial para esta última actividade está nos trópicos, metade do qual reduzindo a desflorestação. Conta-se também com o desenvolvimento de espécies mais produtivas de árvores, até 2030.

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Principais conclusões dos relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC):

 ·        2 de Fevereiro – a base científica               

O aquecimento da Terra é uma realidade. Há 90 por cento de certeza de que o ser humano é responsável pela maior parte do aumento da temperatura global desde 1950. Os termómetros poderão, assim, subir entre 1,1 e 6,4 graus Celsius até 2100 e o nível do mar, entre 18 e 59 centímetros.

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Veneza está a afundar-se. A frequência e a intensidade das inundações têm vindo a aumentar: desde o início do séc. XX a praça de São Marcos ficava submersa cerca de 10 vezes ao ano; nos anos 80 registaram-se em média 40 ocorrências e em 2000 um destes episódios submergiu 93% de Veneza atingindo uma altura de 65 cm acima da praça de São Marcos. Com a subida do nível das águas a nível mundial e com a degradação ambiental das águas em torno de Veneza o problema agrava-se de dia para dia..

·        6 de Abril – impactos, adaptação e vulnerabilidade             

 Já estão a ser observados efeitos do aquecimento global nos sistemas naturais. No futuro, alguns impactos prometem ser desastrosos: escassez de água, cheias, secas, espécies em risco de extinção, zonas húmidas destruídas. Os países mais pobres, como sempre, serão os mais afectados. Na Europa, Portugal será um deles.

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 Em muitas partes do país, o mês de Janeiro de 2005 foi o Janeiro mais seco em mais de 100 anos. O impacto dramático da seca é evidente neste par de imagens. O verde das florestas e campos de Portugal que uma imagem de 11 de Fevereiro de 2004 evidenciava, desapareceu da imagem tirada em 13 de Fevereiro de 2005. Em 2005, a paisagem aparece com uma cor azeitona escura e castanha, reveladora de como a vegetação definha face à seca.

 ·        4 de Maio – mitigação ou prevenção das alterações climáticas? 

          Se nada for feito, as emissões de gases com efeito de estufa poderão subir de 25 a 90 por cento até 2030. É preciso, pois, alterar, URGENTEMENTE, estilos de vida e atribuir um preço ao carbono. Precisamos de apostar na prevenção! 

fig-8.jpgFornos Solares

fig-9.jpgUso controlado de pesticidas, agricultura biológica

fig-10.jpgHabitações ecológicas

 fig-11.jpgUm pequeno gesto pode fazer a diferença!

                                                            Fonte:                                                                                              Jornal Público, Sábado 5 de Maio 2007 

 

                                                                           Trabalho realizado por                                                                            João Pessoa e Silva, 7º E

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Publicação: 10-05-2007 21:06    |   Última actualização: 10-05-2007 21:08

Emissões mundiais de CO2
Aumentaram 16 por cento numa década

As emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram 16 por cento entre 1990 e 2003, segundo um relatório do Banco Mundial que indica que Portugal quase duplicou este valor no mesmo período.

Segundo a edição deste ano do “Pequeno Livro Verde” do Banco Mundial, que reúne dados relativos ao ambiente e desenvolvimento de 200 países, as emissões de CO2, o principal gás causador do efeito de estufa, continuam a crescer sendo originadas em partes iguais pelos países industrializados e em vias de desenvolvimento.

Em 1960, os países em desenvolvimento representavam apenas um terço do total das emissões mundiais.

O relatório refere que a poluição provocada por dióxido de carbono tem crescido mais rapidamente nos países mais pobres, sobretudo no Sudeste Asiático.

Mas a tendência de crescimento é também visível nos países mais ricos, sobretudo nos Estados Unidos da América (EUA) e no Japão que registaram um forte incremento das emissões de CO2 entre 1990 e 2003 (20 e 15 por cento respectivamente).

Os países da União Europeia tiveram um aumento global de três por cento, mas Portugal cresceu muito acima desta média (26,5 por cento entre 1990 e 2003).

Como grupo, os países mais ricos estão claramente a derrapar face aos compromissos do Protocolo de Quioto, que estabelece uma redução média das emissões de 5,2 por cento até 2012, face aos níveis de 1990.

Os países da Europa de Leste e da Ásia Central são a excepção devido aos efeitos da recessão dos anos 90.

Em 2003, 22 por cento do total das emissões mundiais eram originadas nos EUA, seguindo-se a China com 16 por cento e a União Europeia com 10 por cento.

A Federação Russa era o quarto principal poluidor (seis por cento), seguida de perto pela Índia e pelo Japão (cinco por cento cada).

De acordo com o relatório, no grupo dos países em desenvolvimento, a China e a Índia são os maiores poluidores.

Na China, as emissões de CO2 aumentaram 1,7 milhões de toneladas entre 1990 e 2003 (mais 73 por cento) e na Índia 700 milhões de toneladas (mais 88 por cento).

Com Lusa

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A professora Rute pereira deixa-nos mais uma contribuição. É uma notícia da Agência Lusa, que vale a pena reflectir…

Publicação: 14-05-2007 10:58    |   Última actualização: 14-05-2007 10:58

Migrações forçadas

Até mil milhões de pessoas em 2050

As crises mundiais, as alterações climáticas, os conflitos e as violações dos direitos humanos vão conduzir à migração forçada de mil milhões de pessoas até 2050. O número é avançado pela organização Christian Aid, das igrejas cristãs britânicas.


SIC

No documento, intitulado “Maré Humana – a verdadeira crise migratória”, a organização lembra que o número de migração forçada é já muito elevado – 163 milhões de pessoas.

“No futuro, as alterações climáticas vão fazer este número disparar”, refere a Christian Aid, que apela a uma “acção urgente” da comunidade internacional para que adopte “fortes medidas de prevenção”.

Segundo a organização, “ao ritmo actual, mil milhões de pessoas serão forçadas a deixar as suas casas até 2050”, e o aquecimento global “vai reforçar os actuais factores de migração forçada e acelerar a crise migratória emergente”.

O relatório explica que 645 milhões de pessoas vão migrar devido a grandes crises, quando actualmente são 15 milhões por ano, 250 milhões vão deslocar-se devido a fenómenos ligados às mudanças climáticas (inundações, seca e fome) e 50 milhões por causa de conflitos e violações dos direitos humanos.

O documento diz que as alterações climáticas vão agravar os conflitos e as catástrofes naturais. A organização não governamental alerta para a crescente deslocação de populações no século XXI.

Entre os países que deverão ser mais afectados pela deslocação forçada de pessoas estão a Colômbia, o Mali e a Birmânia.

Segundo os autores do relatório “a migração forçada é já a maior ameaça para as populações pobres dos países em desenvolvimento”. Mas “o impacto das alterações climáticas é a grande e assustadora incógnita desta equação”.

Criada para ajudar os refugiados da II Guerra Mundial, a organização lança este relatório no âmbito da sua 50ª recolha de fundos ao domicílio no Reino Unido e espera com esta acção conseguir 15,5 milhões de libras (22 milhões de euros).

Com Lusa

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Uma outra página dos meus cadernos mais antigos. Na figura, para além da representação do relevo, pode também observar-se de forma esquemática, o efeito da interposição das monatanhas na precipitação. Pode ser uma representação esquemática do litoral alentejano, na região da Serra de Grândola, região de xisto.

PTG

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Um exemplo de uma folha de um caderno de campo, onde está representado o relevo em regiões de geologia muito diferenciada: rocha sedimentar (em cima), granito (à esquerda, em baixo) e xisto (em baixo à direita). São esquemas que têm um nome particular. Designam-se por Blocos Diagramas, pois a representação é efectuada como se tivesse cortado a Terra e retirado um pedaço quadrado ou rectangular. Neste blocos em particular é possível representar a estrutura geológica 3e o tipo de rocha que “serve de base” ao relevo que se observa.

PTG

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Inicia-se hoje uma nova rúbrica designada por Cadernos de Campo. A oportunidade deve-se ao início do estudo do relevo no 7ºano e os esboços de campo são instrumentos fundamentais do trabalho prático em Geografia.

Segundo a Wikipédia:

“Um caderno de campo é uma ferramenta usada por investigadores de várias áreas para fazer anotações quando executam trabalhos de campo. É um exemplo clássico de fonte primária.

Os cadernos de campo são normalmente os blocos de notas em que investigadores  escrevem suas observações. Esta ferramente de pesquisa é geralmente usada por biólogos, geólogos, geógrafos, paleontólogos, arqueólogos, antropólogos (etnógrafos), etnomusicólogos e sociólogos

Após servirem para a elaboração das pesquisas, os cadernos de campo transformam-se em documentos, geralmente presente nos arquivos pessoais dos académicos e, dependendo do valor histórico de suas obras, podem passar para arquivos públicos.”

De facto, e no que diz respeito ao estudo do relevo, podem encontrar-se nos Cadernos de Campo vários esboços de campo, Blocos Diagramas.

Provavelmente os Cadernos de Campo mais importantes e conhecidos da geografia serão os de Orlando Ribeiro, grande geógrafo português. Aqui podem-se encontrar pequenos textos, esboços, interpretações de paisagens, de relevo, etc.

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Página de um caderno de campo de Orlando Ribeiro

 Vistas do litoral sul da parte oriental da Ilha da Madeira, Agosto de 1947. (CC nº 35, 1ª parte, p. 33). Fotografia de Duarte Belo, © dos originais Suzanne Daveau.

Alguns dos esboços presentes nos cadernos de campo são autênticas obras de arte. Mas a função desses esboços está muito longe se se tornarem objectos de valor artístico por si só. São representações esquemáticas muito expressivas da ocupação do solo, do relevo, dos principais aspectos da paisagem. Ou seja, não pretendem ser uma “fotografia” exacta do que se v~e, mas antes um realçar dos aspectos mais importantes. Estes últimos dependem muito do objecto de análise. Por exemplo, se a observação se centra no relevo, então nem sequer é necessário representar as casas, os povoados, as estradas, a vegetação, etc. O importante, aqui, são os montes, os vales os barrancos, os valeiros, as formas e a inclinação das vertentes, etc. Estes esboços servem, por isso, para fazer uma interpretação subjectiva e selectiva do que se observa.

Os temas que se podem encontrar num Caderno de Campo são muito variados, mesmo tendo em conta somente os cadernos de Geógrafos. No entanto, há algo em comum: a observação e interpretação através do desnho e do esboço de paisagens naturais ou humanizadas.

E assim, no sétimo ano, se fecha um ciclo: começamos pela análise escrita da paisagem. Agora, no final do ano lectivo, no estudo do relevo, vamos vê-las, também, a partir do desenho.

PTG

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