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Archive for Junho, 2007

Este exercício, retirado do Livro “À Descoberta 7”, da editora Santillana, é um bom exemplo de um exercício de leitura de mapa topográfico e de elaboração de um perfil topográfico. Vejam também, em cima, a relação entre o mapa hipsométrico (representação do relevo em cor), o mapa topográfico e o respectivo perfil. Notem que a linha para fazer um perfil topográfico convém que seja o mais perpendicular possível às curvas de nível.

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 O mapas topográfico do Monte Everest (em cima) e a imagem do monte vista de satélite (em baixo) devidamente indicada com a seta.

Reparem como as cristas mais elevadas estão bem marcadas, com declives mais elevados junto ao topo e mais suaves na base. os galciares estão também bem visíveis quer no mapa topográfico, quer na imagem de satélite.

 A altitude do Monte Everest foi recentemente revista e está aceite que o cume chega aos 8850 metros. Esta medida foi obtida utilizando tecnologia GPS numa expedição em 1999. Tal valor marca um aumento de 2 metros em relação ao anterior valor.

Estará o Monte Everest ainda a crescer? Há quem pense que sim, resultado da força que o sub-continente indiano continua a exercer na Ásia. De acordo com a teoria da tectónica de placas a Índia terá vindo numa trajectória de Sul para Norte e ao chocar com o continente asiático, dobrou os sedimentos que se encontravam no meio, dando origem a um conjunto de dobras que constituem hoje a cadeia dos Himalaias.

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As curvas de nível dão informação de altitudes. No entanto, a sua configuração dá-nos informações muito precisas do relevo. Para se poder ter uma leitura correcta do relevo a partir das curvas de nível deixo aqui algumas pistas:

a) Curvas de nível mais próximas significam declives mais elevados, enquanto que curvas de nível mais afastadas representam áreas de declives mais suaves;

b) curvas de nível concêntricas com os valores mais elevados no centro representam montanhas ou montes. Se no centro estiverem, ao contrário valores mais baixos, então temos uma área deprimida.

c) A melhor forma de tirar dúvidas é fazer um perfil topográfico

Vejamos alguns exemplos

Neste caso temos dois conjuntos de curvas concêntricas que formam dois cumes relativamente arredondados. Mas, no cume da direita, as altitudes são mais elevadas e os declives são mais acentuados na vertente direita. A altitude entre os dois cumes está compreendida entre os 20 e 30 metros. Repara que a curva de nível dos 20m não “fecha”.

O exemplo em cima mostra um perfil topográfico mais complexo. temos duas montanhas com formas muito distintas. A da esquerda tem maiores altitudes, tem um cume mais pontiagudo, maiores declives e alguma assimetria. A sua vertente direita tem maiores declives que a vertente da esquerda, como se pode ver no perfil e nas curvas de nível que estão mais juntas. O cume da esuqerda tem uma forma mais arredondada, menores altitudes, mas continuamos na presença de um relevo assimétrico: há uma difderença de declives entre as duas montanhas.

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Aqui estão alguns esboços de uma planície (em baixo) e dois esboços de planalto (em cima e ao meio). O encaixe dos rios é mais uma vez o factor que está em evidência. O planalto em cima pode ser um esboço do ue se pode observar no “Grand Canyon”. A meio, uma paisagem do Vale do Douro e em baixo uma planície numa região tropical do Brasil.

PTG

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A questão entre a Planície e o Planalto continua actual. Estas duas definições surgem frequentemente erradas mesmo em livros. É comum o ERRO de se dizer que a planície é uma área plana de baixa altitude e o planalto uma superfície plana a altitudes mais elevadas. Nada mais errado!!!…

Há planícies a altitudes superiores a alguns planaltos.

Então o que distingue uma planície de um planalto?

Numa planície temos uma área plana, mas onde a rede hidrográfica não é encaixada, ou seja, os rios não provocam entalhes profundos a superfície. A figura de baixo é um bom exemplo.

Num planalto a rede hidrográfica provoca fortes entalhes na superfície, ou seja é encaixada. A figura de cima é um bom exemplo.

Portanto, o factor distintivo não é a altitude, mas o encaixe da rede hidrográfica.

 PTG

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A chegada da estação das chuvas na Amazónia do Sul.

Normalmente, está generalizada a ideia de que a Floresta da Amazónia é equatorial e, por isso, chove aqui ao longo de todo ano. De facto, não é bem assim. Há extensas áreas na Amazónia que têm um clima tropical, portanto com uma estação seca.

A Norte do Equador a estação chovosa ocorre entre Junho e Agosto, pelo menos, é nesta época do ano em que as chuvas são mais intensas. A sul do Equador ocorre entre Outubro a Abril (que, em Portugal, são os meses mais frios).

Este conjunto de fotografias (obtidas no site da NASA- “Earth Observatory”) ilustra a chegada da estação chuvosa no Sul da Amazónia. Em cima (7 de Agosto) o céu está praticamente limpo e quase não se observam núvens. No meio (25 de Agosto) o céu está coberto de núvens do tipo Cúmulo-nimbos, que tem uma forma típica em “pipocas”. São núvens que indiciam chuva forte e trovoadas. Em baixo (3 de Setembro) o início da estação chuvosa atestado por núvens de tempestade que são, basicamente, cúmulo-nimbos mais desenvolvidos. Estas núvens podem atingir o cimo da Troposfera, ou seja, podem ter aproximadamente 15 kms de espessura. São também conhecidas por núvens de desenvolvimento vertical que formam com pressões muito baixas.

Estas tempestades resultam do movimento para Sul das baixas pressões equatoriais que se começa a verificar em Setembro, o fim do nosso Verão.

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 O maior vulcão da Nicarágua com 1600 metros de altitude, fotografado elos astronaustas da Estação Espacial Internacional, no dia 10 de Maio de 2007. Mais uma vez a forma típica em cone é bem visível, mas desta vez, ao contrário do vulcão do Pico, podemos observar uma pluma de fumo (ou mais provavelmente vapor) atestando que se trata de um vulcão activo. Esta pluma origina algum nevoeiro, vertente abaixo.

Um aspecto bem marcado é o da rede hidrográfica que deixas profundas “cicatrizes” nas vertentes do vulcão. A estrutura radial da rede hidrográfica é, nesta foto, bem visível.

Nas vertentes mais baixas observa-se um padrão em forma de rede da ocupação agrícola do solo interrompido, por vezes, por extensas manchas de floresta.

Este vulcão entrou em erupção cerca de 25 vezes nos últimos 125 anos, o que torna a vida das populações que vivem na base do vulcão algo difícil. Estima-se que a população envolvente a este vulcão, em pequenas vilas e aldeias que o rodeiam, ronde os 5 000 habitantes. 

Esta imagem foi obtida a partir do site da NASA (“Earth Observatory”)

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