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Archive for Janeiro, 2008

As migrações

O João Pessoa fez um “Powerpoint” excelente sobre as migrações! O trabalho merece, sem dúvida, ser visto por toda a gente.

Coloquei somente os slides um a um para que se possam, pelo menos, observar as imagens e ler o texto. Falta a música que também está incluída no trabalho original.

Para quem quiser consultar o original pode fazer o dowload AQUI!

Migrações

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Chaminés de Fada

Esquema de formação das chaminés de fada (à esquerda).
Chaminé de fada (à direita).

Adaptado de Antunes, J. (1990) e Roque M. et al (1998)

 

As chaminés de fada são formas de relevo muito curiosas. Formam-se a partir de depósitos detríticos pouco coerentes e muito diversificados em tamanho. Podem coexistir desde argilas e areias. A acção da chuva vai provocar uma erosão diferencial: os materiais mais finos serão erodidos enquanto que os materiais mais volumosos e mais rígidos serão mais poupados ao trabalho de desgaste das águas de escorrência. Contudo, a erosão não afectará os materiais por baixo dos grandes blocos de rochas. A rocha de cima funciona como protector da erosão e acabará por colapsar quando, com o continuar da erosão, não seja possível sustentar o bloco de rocha maior.

São formas de relevo raras e ocorrem, sobretudo em áreas montanhosas onde existam depósitos de vertente, em particular depósitos glaciários que são aqueles em que a diversidade de tamanho dos detritos é, normalmente, maior. Assim, bons exemplos podem ser encontrados nos Alpes e nas montanhas da Turquia. Os exemplos que se seguem são de uma região da Turquia chamada Cappadocia.




 

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Nuuk – Capital da Gronelândia


Vista de Nuuk com bom tempo

A Gronelândia é uma ilha gigantesca com uma superfície de aproximadamente 2,2 milhões de Km2. É equivalente a 4 vezes o território francês. 80% da superfície da ilha está coberta de gelo que, em certos locais pode atingir os 3km de espessura!! Ou seja, há locais na Gronelândia em que só a espessura do gelo é maior que o ponto de maior altitude de Portugal.

Como é típico das regiões polares a precipitação é muito baixa e ronda os 55mm por ano. Para terem uma ideia, nas regiões mais secas de Portugal (interior do vale do Douro e interior do Alentejo) a precipitação pouco ultrapassa em média os 300mm anuais.

Do ponto de vista político, a Gronelândia pertence à Dinamarca e obedece à legislação deste país. Mas a Gronelândia não foi integrada na União Europeia, logo mesmo para cidadãos europeus é necessário passaporte.

O Povo Inuit habita a Gronelândia assim como todas as terras polares da Ásia à América do Norte Há cerca de 15000 anos, durante a última glaciação.

Hoje, aproximadamente 56000 Inuits vivem na Gronelândia dos quais 15000 estão na Capital Nuuk. A Capital situa-se numa Península a ocidente da Gronelândia a 64.1’ºLat. Norte e 51,7′ Long. Oeste.

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Estas fotos são do dia 21 de Janeiro de 2008 por volta das 7 horas da manhã e mostram nevoeiro de radiação no Parque de Vanicelos (Setúbal).

Durante as noites de Inverno e com céu limpo, que indica calma atmosférica, o ar mais frio tem tendência a descer para as áreas topograficamente mais deprimidas. O ar frio acumula-se, assim, nas áreas mais baixas, formando o que se costuma designar como “lagos de ar frio”. Nestas situações as regiões de maior altitude registam temperaturas mais elevadas do que as regiões mais baixas. De lembrar que o “normal” é que a temperatura diminua com a altitude. Assim, nestas situações temos uma inversão térmica local. A Estalagem do Sado (visível na foto de baixo), ou mesmo a varanda da minha casa, de onde foi tirada a fotografia, registam temperaturas mais elevadas que o Jardim que se encontra numa altitude mais baixa.

Pena não ter tido tempo para medir as diferenças de temperatura e poder deixar aqui a ideia de como a temperatura, nestas situações, pode variar sensivelmente em áreas muito restritas.

Estes nevoeiros podem cobrir áreas mais extensas e terem um carácter mais regional, por exemplo, os que se observam (no Inverno e em dias de clama atmosférica) no Vale do Douro e principais afluentes.

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Este mapa é retirado do site da Presidência da República e representa a densidade populacional em Portugal por concelhos. Há um forte contraste entre, por um lado, o litoral Norte e Centro e litoral do Algarve e, por outro lado o resto do país, em particular o interior. No primeiro caso, observam-se elevadas densidades populacionais e, no segundo caso, as densidades são, no geral, muito baixas. Tal mostra a capacidade de atracção de população do Litoral Português (excepto o litoral alentejano) onde se situam as maiores e mais desenvolvidas cidades. As densidades do litoral Algarvio dizem respeito a população residente, naõ confundir, portanto, com o afluxo de turistas. O Turismo é fonte de desenvolvimento no Algarve e tem-se mostrado eficaz na sua capacidade de atacção de população residente.

O litoral alentejano sempre foi a excepção em Portugal continental. Curiosamente as principais cidades alentejanas situam-se no interior: Évora e Beja. Nos últimos anos, fruto de uma reanimação da actividade industrial e portuária, Sines tem registado um crescimento assinalável.

O interior de Portugal continua a manifestar uma grande dificuldade em atrair popu8lação. Salvo algumas capitais de distrito do interior que t~em cresico em termos populacionais, os concelhos do interior sofrem de um crescente abandono das suas populações em direcção às grandes cidades, sobretudo as do litoral.

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A Gronelândia é a maior ilha do Planeta Terra. É um bom exemplo de uma região pouco atractiva à fixação humana. A Ilha é habitada somente no litoral sudoeste. Só duas aglomerações urbanas significativas podem ser encontradas na parte oriental. A Capital NUUK e a maior parte das cidades da Gronelândia situam-se na parte ocidental, na sua metade sul. O interior da Ilha está coberto por espessas camadas de gelo atingindo, em alguns lugares 2 a 3 mil metros de espessura. Nestes sítios a fixação humana é simplesmente impossível.

 

 

A proximidade com o Pólo Norte torna o clima da Gronelândia muito rigoroso e as horas de sol durante o Inverno são muito escassas. Os seres humanos que aqui habitam construíram as suas casas com tons fortes e alegres a contrastar com o tempo sempre cinzento e carregado.

Nas condições climáticas que se registam na Gronelândia, a actividade agrícola encontra-se extremamente dificultada. Como é também típico das regiões com clima pouco favorável a criação de gado é uma boa alternativa. As ovelhas da Gronelândia são hoje um símbolo importante (a par da pesca) da actividade económica desta ilha.

A Gronelândia foi “Descoberta” pelos Vikings nas suas viagens pelo Atlântico Norte. Tiveram mesmo uma colónia muito importante durante o óptimo climático da Idade Média, altura em que uma temperatura mais elevada, permitiu a fixação humana. Mas estas regiões limite são muito sensíveis a pequenas alterações do clima. Assim, após o óptimo climático, seguiu-se a pequena Idade do Gelo, que dizimou toda a população de vikings que habitava a ilha. A progressão dos Gelos em direcção ao litoral tornou impraticável a agricultura e estes colonos morreram (ao que se pensa) de fome. Escavações feitas na Gronelândia mostraram esqueletos de seres humanos, que datavam do início da pequena Idade do Gelo, que davam indicações de seres humanos com baixa estatura e com problemas nos ossos que indicavam má alimentação e fome. A Gronelândia é hoje uma região de administração Dinamarquesa.

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