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Archive for Fevereiro, 2009

Fonte: Nasa

 

Há tempos atrás mostrei uma imagem de um avião a levantar voo com o Space-Shuttle “às costas” (https://geographicae.wordpress.com/2009/02/01/548/). Aqui está um outro caso, mas, desta vez, em pleno voo sobre território americano, a caminho do Centro Espacial Kennedy, na Florida.

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Energia Solar

Fonte: (REUTERS/Marcelo Del Pozo) #

 

Esta foi considerada uma das melhores fotos de 2008. Mostra uma instalação solar térmica nas imediações de Sevilha. É constituída por um número elevados de espelhos que concentram a radiação solar no topo de uma torre com 100 metros de altura. A concentração de calor leva à produção de vapor, a partir do qual se põe em funcionamento uma turbina, que leva à produção de electricidade. A foto mostra bem a reflexão da radiação slar por cada conjunto de espelhos e, ainda, a concentração dos raios solares reflectidos a uma altitude mais elevada.

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Fonte: Nasa, Earth Observatory

 

Enquanto que Portugal experiencia um Inverno com bastante neve (sobretudo no interior Norte e Centro), do outro lado do Mundo, na Austrália, regista-se uma das mais intensas vagas de calor. As temperaturas têm atingido os 47ºC. Estão criadas as condições para que se desencadeiem grandes incêndios (de origem criminosa ou não).

O mapa ilustra as anomalias de temperatura (diferença em relação à média) na semana de 25 de Janeiro a 1 de Fevereiro. A azul stão representadas as áreas com temperaturas abaixo da média, a branco as áreas com registo de valores “normais” e, a vermelho, as regiões com valores acima da média, portanto a viver uma situação de vaga de calor. Facilmente se pode verificar que a vaga de calor australiana se confina às regiões do Sul, em particular as do sudoeste, na região de Vitória. No Norte as grandes manchas azuis atestam temperaturas bem inferiores à média.

A meteorologia australiana classificou esta vaga de calor como excepcional, não só pelos valores absolutos de temperatura registados, mas também pela duração no tempo do calor. Algumas temperaturas nocturnas bateram records antigos como a que foi atingida na madrugada de 29 de Janeiro de 2009, por volta das 3 da manhã na cidade de Adelaide: 41,7ºC às 3.04 horas!!!

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A neve Outonal

 

Este Inverno tem sido particularmente frio. As situações de neve registadas até à data podem ser consideradas frequentes. A situação sinóptica da figura ilustra a primeira situação de queda de neve, ocorrida na madrugada de 29 de Novembro (Sábado). A neve caiu de forma abundante no interior norte e centro, nas regiões de Trás-os-Montes e Beira Interior. Os impactos na vida das populações destas regiões foram imensos, relacionados, sobretudo, com as dificuldades de deslocação por via rodoviária. Um número relativamente elevado de vias rodoviárias foram cortadas ao trânsito automóvel.

A situação sinóptica representada é típica de um evento de queda de neve: um anticiclone centrado no atlântico e com apófise polar (anticiclone que se estende em latitude) ao lado de uma depressão centrada a norte da Península Ibérica, provoca uma advecção de ar muito frio, proveniente do ártico. Nestas situações particulares verifica-se a passagem sucessiva de frentes frias que orginam queda de neve, por veses até latitudes muito mais baixas. Não foi o caso desta situação. Não caiu neve em regiões do Sul (Lisboa e Setúbal, por exemplo), excepto nos topos das montanhas mais altas.

O que há de mais extraordinário nesta situação é o facto de as primeiras quedas de neve terem ocorrido ainda durante o Outono. Em Portugal, o mais comum é que estes episódios de neve ocorram mais frequentemente durante o mês mais frio, ou seja, Fevereiro.

Apesar de tudo e até ao mês de Janeiro de 2009 o ano não tem sido particularmente chuvoso, mas sim particularmente frio. De acordo com informações do Instituto de Meteorologia a capacidade das barragens estava a 40% no mês de Dezembro e 60% em Janeiro, valor considerado normal para a época do ano. Para que as barragens fiquem na sua máxima capacidade será necessário que continue a chover durante o resto do Inverno e que a Primavera não seja seca.

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O “bom tempo” e o “mau tempo” são conceitos algo vagos e dotados de grande subjectividade.

Como se poderá justificar que neste Inverno o “mau tempo” tem sido predominante? Em altura de crise económica a abundância de água não será benéfica para Portugal, na medida e que diminui a nossa dependência do petróleo para a produção de electricidade?. As nossas barragens ainda não atingiram os máximos de capacidade apesar da precipitação (líquida e sólida) que tem caído nos últimos meses. Desta feita, será bom para todos nós que continue a chover apesar da saturação que já se vai observando nas pessoas relativamente ao “mau tempo”.

Como se poderá dizer que o tempo está mau quando chove se, por vezes, a chuva é necessária também para a agricultura. E reafirmo por vezes, pois a chuva também só é benéfica se cair na altura certa. Por exemplo, para a cultura da vinha uma chuvada forte no Verão, pouco antes da vindima, pode deitar abaixo toda uma colheita.

Já os dias de Sol estão sempre associados ao “Bom Tempo”! Então tivemos muito bom tempo durante as secas severas de 2004/2005 e do início da década de 90. Será “bom tempo” ver o gado a morrer à sede e à fome? Será “Bom Tempo” ver colheitas destruídas por falta de chuva. De facto, não chove e temos dias soalheiros, mas muitos dias soalheiros, em particular no inverno, podem ser desastrosos.

Provavelmente, a associação do bom tempo aos dias soalheiros e do mau tempo aos dias de chuva é típica de indivíduos urbanos sem mais nenhuma preocupação na vida do que ter que decidir a roupa que se veste ou se guarda-chuva vai fazer falta. Ou seja, aquelas pessoas que acham que a comida dos hipermercados estará sempre nas prateleiras quer, faça sol, ou faça chuva. Ou ainda, aqueles que recebem sempre o seu ordenado independentemente do estado do tempo. O grande problema é pensar que a maior parte de nós vive em meio urbano e tem pouca consciência dos efeitos do estado de tempo na economia das regiões.

De qualquer forma, e tal como pode ser comprovado por este “post”, as imagens sobre o “mau tempo” são bem mais interessantes e espectaculares. Claro que esta afirmação enferma, também, de grande subjectividade.

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JANEIRO

JULHO
 

Os mapas que se apresentam foram elaborados com a ajuda do Sftware GrADS (Grid Analysis and Display System) e com base em dados do Climate Reasearch Unit (CRU).

As temperaturas dizem respeito a áreas continentais e oceânicas. É uma apresentação clássica da variação das temperaturas globais no espaço e no tempo, reforçando os contrasttes que se observam entre o Verão e o Inverno, aqui representados pelos meses, respectivamente, de Janeiro e Julho. No entanto, fica aqui uma análise que raramente é feita sobre este aspecto das temperaturas globais. É preciso não esquecer que Janeiro representa o Inverno no Hemisfério Norte e o Verão Austral, do Hemisfério Sul. Em Julho acontece exacatamente o contrário, ou seja, é o Verão do Hemisfério Norte e Inverno no Hemisfério Sul.

Facilmente se pode verificar que no Verão do Hemisfério Norte se registam temperaturas superiores a 30ºC em áreas mais vastas do que no Verão do Hemisfério Sul. Assim, o hemisfério Norte parece aquecer mais do que o hemisfério Sul durante os respectivos verões. Tal explica-se pela existência de maior massa continental no Hemisfério Norte, sobretudo nas latitudes tropicais, as zonas que mais aquecem durante o Verão. No Hemisfério Sul, o predomínio de superfície oceânica tem tendência a amenizar as temperaturas. Tal verifica-se igualmente no Inverno em que no Hemisfério Norte as temperaturas negativas descem a latitudes muito mais baixas do que no Hemisfério Sul. Agora, as grandes massas continentais e a existência de menor superfície oceanica, faz com que o frio seja mais intenso a Norte até latitudes mais baixas. Veja-se, por exemplo, o traçado da isotérmica dos 0º C a Norte e a Sul. No Inverno Austral (Hemisfério Sul) a isotérmica de 0ºC tem um traçado quase rectilíneo ao longo de latitudes próximas dos 60ºSul. Ao contrário, no Inverno do Hemisfério Norte, a isotérmica de 0ºC tem um traçado mais sinuoso, inflectindo para sul, quase até aos 30º de latitude Norte, no continente americano. No Atlântico inflecte muito para Norte, até latitudes da Escandinávia e, no continente europeu, volta a deslocar-se muito para Sul. A grande massa continental asiática, juntemente com a cadeia dos Himalaias, fazem descer muito as temperaturas abaixo de zero. Assim, temperaturas negativas na Ásia podem ser sentidas até latitude abaixo dos 30ºN!! No Hemisfério Norte registam-se temperaturas mais elevadas no Verão e mais baixas no Inverno. O Hemisfério Sul regista temperaturas mais amenas até latitudes relativamente elevadas. O traçado das isotérmicas a Sul é bem mais rectilíneo do que a Norte devido, então, à menor massa continental. Só na áreas meridionais da América do Sul e da África é que as isotérmicas se tronam mais sinuosas.

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http://earthobservatory.nasa.gov/Features/BlueMarble/BlueMarble_monthlies.php

 Esta colecção de imagens da Terra disponibilizada pela NASA é de grande qualidade. Nesta sequência de imagens mensais podemos facilmente observar o avanço e recuo dos gelos em função das estações do ano, bem como o avanço e recuo da mancha verde intertropical.

Assim, nos meses mais frios do Hemisfério Norte (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) o manto de gelo desce até latitudes muito baixas em particular na América do Norte. No grande continente euroasiático os gelos progridem igualmente muito para sul, ficando praticamente toda a Rússia debaixo de um frio intenso. Nas latitudes mais meridionais do Hemisfério Norte são visíveis alguns pontos brancos representando neve e gelo nos cumes das principais montanhas (ex. Alpes, Himalaias e montanhas da Turquia – Montes Taurus e Montes Pônticos). No Hemisfério Sul é, nesta altura do ano, Verão, e está praticamente desprovido de neve, com excepção da parte mais meridional da América do Sul. Durante o Inverno do Hemisfério Norte a Convergência Intertropical (CIT) está situada nas latitudes do Hemisfério Sul. Tal facto tem impactos na cobertura vegetal e que são bem visíveis nestas imagens. A mancha verde intertropical está localizada mais a sul junto ao Trópico de Capricórnio. Este facto é bem mais visível em África, na fronteira com o deserto do Sahara.

Com a chega do Verão (Junho, Julho e Agosto) do Hemisfério Norte, os gelos retraem para latitudes mais elevadas (junto aos círculos polares e a vegetação invade parte da zona Sul do Sahara, em virtude da migração para norte da CIT. Continua, contudo, a não se observar muito gelo no Hemisfério Sul, excepto, claro, na Antárctida. No Hemisfério Sul há muito menos continente e há, sobretudo, muito oceano nas latitudes médias

 

 


Janeiro

 


Fevereiro

 


Março

 


Abril

 


Maio

 


Junho

 


Julho

 


Agosto

 


Setembro

 


Outubro

 


Novembro

 


Dezembro

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