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Archive for the ‘Imagens de satélite’ Category

 

Imagem : NASA – Earth Observatory

 

Agricultura irrigada no Kansas que mais se assemelha a um grande quadro de arte moderna. Esta paisagem cobre uma área real de quase 1500km2! A água é proveniente de um aquífero gigantesco. Esta água é designada como “água fóssil” que teve origem na última idade do gelo. É, por isso, um bem raro e inestimável pois é um recurso não renovável. A intensa utilização para a agricultura está a fazer desaparecer este aquífero que, actualmente, é realimentado a uma taxa muito inferior à do seu consumo. Para além disso, como as condições que estiveram na origem da sua formação já não estão presentes (o degelo da última época glaciar), prevê-se que o esgotamento da água seja uma realidade dentro de pouco tempo.

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Imagem: NASA / Earth Observatory

Imagem curiosa na parte oriental de Idaho (EUA) sobre o avanço de um campo dunar (Dunas de Saint Antony) do Deserto, que avança sobre uma planície fértil do Snake River. De notar os campo circulares resultado do tipo de irrigação utilizada.

Mais informações em http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=46100

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Fonte: Naval Research Laboratory Monterey (20/10/2009)

Esta imagem de satélite, com as isóbaras sobrepostas, ilustra o regresso da chuva a Portugal. Portugal está sob a influência de uma depressão, cujo centro se encontra situado a Noroeste da Península Ibérica, e à qual está associada uma frente fria muito extensa e muito activa. Neste momento (às 6.00 horas), a frente fria está a atravessar o território de Portugal Continental e a provocar forte queda de chuva de Norte a Sul.

De notar, também, a presença de um anticiclone a Oés-sudoeste da Península Ibérica, cujo núcleo está isolado pela isóbara de 1020 hPa, do qual se afastam os grandes sistemas nebulosos. Repare-se como as nuvens mais densas contornam os limites exteriores deste anticiclone.

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Fonte: Eumetsat

As trovoadas de verão seguidas de fortes quedas de chuva, são um aspecto particular e de grande frequência de ocorrência no interior da Península Ibérica. Esta extraordinária imagem de satélite ilustra precisamente uma destas situações. São visíveis sobre o Interior Sudeste da Península umas formações nebulosas muito típicas de chuva intensa com possibilidade de trovoada. Essas núvens designam-se por cúmulo-nimbos e são núvens de grande desenvolvimento vertical, mas de extensão relativamente reduzida. São responsáveis por quedas de chuva muito concentradas no tempo e no espaço, ou seja, são chuvas muito localizadas e em curtos espaço de tempo. No entanto, estas chuvas podem ser devastadoras, devido à sua forte intensidade.

A formação deste tipo de núvem e nesta altura do ano (Verão) está associada a condições de grande aquecimento do substrato continental (que aquece as massas de ar que por ele circulam) a que se liga, normalmente, uma invasão de ar frio em altitude, vindo de latitudes mais elevadas. Esta conjugação de factores é geradora de grande instabilidade do ar e, consequentemente, de forte chuva.

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http://earthobservatory.nasa.gov/Features/BlueMarble/BlueMarble_monthlies.php

 Esta colecção de imagens da Terra disponibilizada pela NASA é de grande qualidade. Nesta sequência de imagens mensais podemos facilmente observar o avanço e recuo dos gelos em função das estações do ano, bem como o avanço e recuo da mancha verde intertropical.

Assim, nos meses mais frios do Hemisfério Norte (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) o manto de gelo desce até latitudes muito baixas em particular na América do Norte. No grande continente euroasiático os gelos progridem igualmente muito para sul, ficando praticamente toda a Rússia debaixo de um frio intenso. Nas latitudes mais meridionais do Hemisfério Norte são visíveis alguns pontos brancos representando neve e gelo nos cumes das principais montanhas (ex. Alpes, Himalaias e montanhas da Turquia – Montes Taurus e Montes Pônticos). No Hemisfério Sul é, nesta altura do ano, Verão, e está praticamente desprovido de neve, com excepção da parte mais meridional da América do Sul. Durante o Inverno do Hemisfério Norte a Convergência Intertropical (CIT) está situada nas latitudes do Hemisfério Sul. Tal facto tem impactos na cobertura vegetal e que são bem visíveis nestas imagens. A mancha verde intertropical está localizada mais a sul junto ao Trópico de Capricórnio. Este facto é bem mais visível em África, na fronteira com o deserto do Sahara.

Com a chega do Verão (Junho, Julho e Agosto) do Hemisfério Norte, os gelos retraem para latitudes mais elevadas (junto aos círculos polares e a vegetação invade parte da zona Sul do Sahara, em virtude da migração para norte da CIT. Continua, contudo, a não se observar muito gelo no Hemisfério Sul, excepto, claro, na Antárctida. No Hemisfério Sul há muito menos continente e há, sobretudo, muito oceano nas latitudes médias

 

 


Janeiro

 


Fevereiro

 


Março

 


Abril

 


Maio

 


Junho

 


Julho

 


Agosto

 


Setembro

 


Outubro

 


Novembro

 


Dezembro

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glaciar-argentina-viedma.jpg

Uma imagem extraordinária do Glaciar Viedma na Argentina. Este glaciar está localizado nos bancos de gêlo da Patagónia, na ponta mais meridional da América do Sul. As linhas paralelas mais escuras que se podem observar são as chamadas “moreias glaciares” que não são mais do que detritos de rocha, solo e outro material geológico. Também visíveis estão uma formas que surgem como pequenos enrugamentos ou pequenas dobras, mas que na realidade se trata de um conjunto de falhas no gêlo. Estas falhas designam-se por crevasses e podem ter profundidades apreciáveis. Estas crevasses estão orientadas de forma perpendicular às linhas de moreias.

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iss013-e-54329_lrg.jpg

Eis uma imagem fantástica do topo da atmosfera terrestre. Esta imagem foi retirada do site da NASA (Earth Observatory) e mostra também um aspecto da lua em segundo plano. De reparar que a foto foi tirada sobre uma área de intensas tempestades, a julgar pela presença de núvens do tipo cúmulo-nimbo. São núvens em forma de couve-flôr que atingem o topo da troposfera onde podem assumir também uma forma em bigorna. Estas núvens não marcam, contudo, o topo da atmosfera, mas sim o topo da troposfera. A atmosfera prolonga-se para altitudes superiores bem visíveis na camada em tons azulados que se vão tornando progressivamente mais negros.

Podem “clickar” na imagem para aumentar. Faz uma ótima imagem de fundo no ambiente de trabalho. Acreditem que eu já experimentei.

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 O mapas topográfico do Monte Everest (em cima) e a imagem do monte vista de satélite (em baixo) devidamente indicada com a seta.

Reparem como as cristas mais elevadas estão bem marcadas, com declives mais elevados junto ao topo e mais suaves na base. os galciares estão também bem visíveis quer no mapa topográfico, quer na imagem de satélite.

 A altitude do Monte Everest foi recentemente revista e está aceite que o cume chega aos 8850 metros. Esta medida foi obtida utilizando tecnologia GPS numa expedição em 1999. Tal valor marca um aumento de 2 metros em relação ao anterior valor.

Estará o Monte Everest ainda a crescer? Há quem pense que sim, resultado da força que o sub-continente indiano continua a exercer na Ásia. De acordo com a teoria da tectónica de placas a Índia terá vindo numa trajectória de Sul para Norte e ao chocar com o continente asiático, dobrou os sedimentos que se encontravam no meio, dando origem a um conjunto de dobras que constituem hoje a cadeia dos Himalaias.

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A chegada da estação das chuvas na Amazónia do Sul.

Normalmente, está generalizada a ideia de que a Floresta da Amazónia é equatorial e, por isso, chove aqui ao longo de todo ano. De facto, não é bem assim. Há extensas áreas na Amazónia que têm um clima tropical, portanto com uma estação seca.

A Norte do Equador a estação chovosa ocorre entre Junho e Agosto, pelo menos, é nesta época do ano em que as chuvas são mais intensas. A sul do Equador ocorre entre Outubro a Abril (que, em Portugal, são os meses mais frios).

Este conjunto de fotografias (obtidas no site da NASA- “Earth Observatory”) ilustra a chegada da estação chuvosa no Sul da Amazónia. Em cima (7 de Agosto) o céu está praticamente limpo e quase não se observam núvens. No meio (25 de Agosto) o céu está coberto de núvens do tipo Cúmulo-nimbos, que tem uma forma típica em “pipocas”. São núvens que indiciam chuva forte e trovoadas. Em baixo (3 de Setembro) o início da estação chuvosa atestado por núvens de tempestade que são, basicamente, cúmulo-nimbos mais desenvolvidos. Estas núvens podem atingir o cimo da Troposfera, ou seja, podem ter aproximadamente 15 kms de espessura. São também conhecidas por núvens de desenvolvimento vertical que formam com pressões muito baixas.

Estas tempestades resultam do movimento para Sul das baixas pressões equatoriais que se começa a verificar em Setembro, o fim do nosso Verão.

PTG

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 O maior vulcão da Nicarágua com 1600 metros de altitude, fotografado elos astronaustas da Estação Espacial Internacional, no dia 10 de Maio de 2007. Mais uma vez a forma típica em cone é bem visível, mas desta vez, ao contrário do vulcão do Pico, podemos observar uma pluma de fumo (ou mais provavelmente vapor) atestando que se trata de um vulcão activo. Esta pluma origina algum nevoeiro, vertente abaixo.

Um aspecto bem marcado é o da rede hidrográfica que deixas profundas “cicatrizes” nas vertentes do vulcão. A estrutura radial da rede hidrográfica é, nesta foto, bem visível.

Nas vertentes mais baixas observa-se um padrão em forma de rede da ocupação agrícola do solo interrompido, por vezes, por extensas manchas de floresta.

Este vulcão entrou em erupção cerca de 25 vezes nos últimos 125 anos, o que torna a vida das populações que vivem na base do vulcão algo difícil. Estima-se que a população envolvente a este vulcão, em pequenas vilas e aldeias que o rodeiam, ronde os 5 000 habitantes. 

Esta imagem foi obtida a partir do site da NASA (“Earth Observatory”)

PTG

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