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Archive for the ‘Meio Natural’ Category

El caminito del Rey (The Kings “Highway”)

 

Kings Higway - Spain

 

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Cascatas

 

 

Foto: Gonçalo Adrião

Esta foto foi tirada em Gullfoss na Islândia. As cascatas resultam da água vinda dos glaciares do interior do país. É uma paisagem natural, pois não apresenta qualquer intervenção do homem. Como elementos naturais podemos observar o relevo, vegetação rasteira e as cascatas.
Gonçalo Adrião, nº 16 do 7º G.

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Em Portugal também se arranjam imagens fantásticas de paisagens pouco alteradas pelo homem, cujo grau de humanização é muito pouco significativo. À primeira vista estaríamos a observar uma paisagem natural, mas os muros de casas que já não existem e uma pequena estrada, são marcas da acção do homem.

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No Jornal Expresso desta semana é publicado um ensaio sobre um hipotético desaparecimento da espécie humana do planeta e o que isso implicaria na paisagem da Terra, sobretudo nas áreas de maior influência humana. O resultado é mostrado numa série de imagens de lugares bem conhecidos mundialmente, em que a primeira é a vista da Ponte 25 de Abril do lado de Almada, 300 anos depois. Lisboa está irreconhecível!!!

Estes cenários foram elaborados com base numa investigação do jornalista norte-americano Alan Weisman que tenta mostrar cenários da Terra até 15 mil anos após o desaparecimento do Homem. As ilustrações são de Kenn Brown e podem ser vistas seguindo o link em baixo.

Podem seguir ente Link para ver as imagens

Podem verificar que, de facto, o Homem é um poderoso agente modelador de paisagem, mas na sua ausência, as extraordinárias construções serão inevitavelmente e gradualmente “apagadas” pela força regenadora da Natureza.

A entrevista com o Jornalista segue em baixo, retirada do Expresso.

  

Alan Weisman, autor de “O Mundo sem nós”

“Devemos pensar em reduzir a população antes que a Natureza o faça”

Se nada fizermos para travar a explosão demográfica e a sobre-exploração dos recursos, bastarão algumas décadas para a Humanidade entrar em colapso. Nelson Marques

15:35 | Segunda-feira, 22 de Out de 2007

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Alan Weisman passou mais de três anos a viajar pelo mundo e a conversar com centenas de especialistas para responder a uma pergunta: como evoluiria o planeta se os humanos desaparecessem? A resposta está em “O Mundo sem nós”, um livro tão fascinante quanto provocador que chega esta semana a Portugal com a chancela da “Estrela Polar”.De passagem pelo nosso país, a convite da APDC-Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, onde participará, esta terça-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na conferência “As TIC ao serviço do ambiente”, Weisman falou ao Expresso.O que o levou a escrever este livro?
Há anos que escrevo sobre o Ambiente e cubro assuntos ambientais em todo o planeta. Estas são questões urgentes que as pessoas necessitam saber. Quando olhamos para a questão do aquecimento global, percebemos que os assuntos ambientais estão todos relacionados entre si. Há pormenores que podem ser muito deprimentes, muito assustadores para as pessoas. Muitas pessoas que precisam saber o que se está a passar no nosso planeta, não querem pegar num livro que descreve em detalhe esta crise ambiental global. Por isso, tenho andado à procura de uma forma de escrever sobre isso sem afugentar os leitores e também conquistando uma audiência mais vasta que as pessoas que já têm consciência ambiental.

Porque decidiu criar um cenário onde a Humanidade já tinha desaparecido?
O que fiz foi, em vez de escrever um livro que afugenta as pessoas porque elas, ao lerem-no, pensam “Oh, este é um livro que diz que se não mudarmos o que estamos a fazer vamos todos morrer”, escrever um livro em que já estamos todos mortos. A partir daí, o planeta começa a recuperar sem nós. Como se desenvolveria o resto da Natureza sem a pressão que lhe impomos todos os dias? Como lidaria com as coisas que deixaríamos? Por exemplo, lançamos muito dióxido de carbono na atmosfera. Quanto tempo levaria a Natureza a reabsorver esse dióxido de carbono? E em relação aos químicos, plásticos e material radioactivo? Poderá a Natureza curar-se do que lhe fizemos? E todos os nossos edifícios, todas as nossas cidades? O que lhes aconteceria? Poderia a Natureza apagar todos os nossos vestígios? São perguntas como essas que o livro tenta responder. As pessoas podem olhar para o futuro sem se preocuparem com o que lhes vai acontecer. No livro, já estão todas mortas.

As suas conclusões são baseadas em factos científicos?
Todo o que está no livro resulta de uma apurada pesquisa. Foram quase três anos e meio de investigação, mas muita da pesquisa que fiz no passado foi útil. Visitei muitos lugares em todo o Mundo e falei com centenas de cientistas e pessoas. Perguntei-lhes o que aconteceria se todos desaparecêssemos subitamente.

De certa forma, essa viagem ao futuro é também um regresso a um passado sem humanos.
No livro, falo com muitos paleontólogos e paleoecologistas para perceber como o mundo era antes das pessoas. Fui, por exemplo, a África para perceber como as pessoas evoluíram e fui a outros continentes, como a América do Norte, para perceber que animais viveram aqui antes da chegada dos humanos. Existiam muitos mais animais grandes, com mais de uma tonelada, que desapareceram com a chegada dos humanos.

Que conclusão o surpreendeu mais?
Diria duas coisas. Em primeiro lugar, fiquei muito surpreendido por perceber que havia tanto plástico no Mundo. A maioria dos resíduos de plástico acaba rapidamente a boiar no mar, porque é muito leve. Porque não temos micróbios na Terra capazes de comer o plástico – pode demorar milhares ou centenas de milhares de anos até tal acontecer -, este é quebrado pela força do mar em pedaços mais pequenos, que são comidos por muitas criaturas marinhas. É algo que me preocupa muito. A segunda situação é muito reconfortante. A vida é extremamente resistente. Tem uma força enorme e surpreendente. Irá encontrar sempre uma forma de regressar, mesmo quando acontecerem coisas más. Não estou preocupado com o planeta, porque a vida na Terra já passou por várias extinções e depois de partirmos a vida voltará. Poderá é ser diferente do que vemos hoje.

Ou seja, há vida na Terra para lá dos humanos.
Há, mas isso não quer dizer que não tenhamos que cuidar melhor o planeta. Não escrevi este livro porque pense que as pessoas devam desaparecer. Acredito que pertencemos a este planeta como as outras espécies. Trabalhamos muito para nos desenvolver, mas crescemos demasiado e tornamo-nos tão poderosos que estamos desequilibrados em relação ao resto da Natureza. Estamos a causar a destruição de outras espécies, incluindo espécies que precisamos, e, por isso, não conseguiremos sobreviver. O que espero que os leitores vejam no meu livro é como o mundo recuperaria e seria bonito sem os humanos e, com isso, pensar se existe uma forma de ficarmos na Terra e deixar que o resto da Natureza floresça de novo para que tenhamos um ambiente mais saudável.

É uma questão para desenvolver num próximo livro?
Talvez. No final deste, levanto uma questão que tem a ver com o facto de, a cada quatro dias, haver mais um milhão de pessoas na Terra. Deixo o leitor pensar como seria o Mundo se não nos estivéssemos a reproduzir à velocidade que estamos. Sempre que, na história da Terra, uma espécie cresceu demasiado, a sua população entrou em colapso. Algumas espécies extinguiram-se por completo. Se os seres humanos continuarem a crescer da forma que estão a crescer, se atingirmos nove mil milhões de seres humanos a meio deste século, isso talvez seja demasiado e a nossa população entre em colapso. Acho que devemos pensar em reduzir a população antes que a Natureza o faça por nós.

Devemos estar preocupados com o fim da Humanidade?
Acho que toda a gente já está. Mesmo os mais egoístas sabem que estamos a usar demasiados recursos e a criar demasiada poluição. As pessoas estão hoje muito preocupadas com o aquecimento global, muito mais que há 10 anos. Estas ideias são hoje importantes para muita, muita gente. O livro tem sido um “best-seller” nos Estados Unidos, no Canadá e na Alemanha, e está agora a ser publicado em 27 línguas diferentes. Não é apenas um livro para ambientalistas e ecologistas. O facto de estar a vender tantas cópias é a prova que muita gente está atenta, não apenas as pessoas que amam as árvores e a Natureza.

Esperava este sucesso?
De certa forma. Não queria escrever mais um livro sobre o ambiente que apenas algumas pessoas lessem. Quis escrever um livro que fosse acessível a muita gente e que fosse, simultaneamente, um livro interessante de se ler e não afugentasse os leitores. Estou muito grato por isso ter sido conseguido

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Uma imagem extraordinária do Glaciar Viedma na Argentina. Este glaciar está localizado nos bancos de gêlo da Patagónia, na ponta mais meridional da América do Sul. As linhas paralelas mais escuras que se podem observar são as chamadas “moreias glaciares” que não são mais do que detritos de rocha, solo e outro material geológico. Também visíveis estão uma formas que surgem como pequenos enrugamentos ou pequenas dobras, mas que na realidade se trata de um conjunto de falhas no gêlo. Estas falhas designam-se por crevasses e podem ter profundidades apreciáveis. Estas crevasses estão orientadas de forma perpendicular às linhas de moreias.

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As curvas de nível dão informação de altitudes. No entanto, a sua configuração dá-nos informações muito precisas do relevo. Para se poder ter uma leitura correcta do relevo a partir das curvas de nível deixo aqui algumas pistas:

a) Curvas de nível mais próximas significam declives mais elevados, enquanto que curvas de nível mais afastadas representam áreas de declives mais suaves;

b) curvas de nível concêntricas com os valores mais elevados no centro representam montanhas ou montes. Se no centro estiverem, ao contrário valores mais baixos, então temos uma área deprimida.

c) A melhor forma de tirar dúvidas é fazer um perfil topográfico

Vejamos alguns exemplos

Neste caso temos dois conjuntos de curvas concêntricas que formam dois cumes relativamente arredondados. Mas, no cume da direita, as altitudes são mais elevadas e os declives são mais acentuados na vertente direita. A altitude entre os dois cumes está compreendida entre os 20 e 30 metros. Repara que a curva de nível dos 20m não “fecha”.

O exemplo em cima mostra um perfil topográfico mais complexo. temos duas montanhas com formas muito distintas. A da esquerda tem maiores altitudes, tem um cume mais pontiagudo, maiores declives e alguma assimetria. A sua vertente direita tem maiores declives que a vertente da esquerda, como se pode ver no perfil e nas curvas de nível que estão mais juntas. O cume da esuqerda tem uma forma mais arredondada, menores altitudes, mas continuamos na presença de um relevo assimétrico: há uma difderença de declives entre as duas montanhas.

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A questão entre a Planície e o Planalto continua actual. Estas duas definições surgem frequentemente erradas mesmo em livros. É comum o ERRO de se dizer que a planície é uma área plana de baixa altitude e o planalto uma superfície plana a altitudes mais elevadas. Nada mais errado!!!…

Há planícies a altitudes superiores a alguns planaltos.

Então o que distingue uma planície de um planalto?

Numa planície temos uma área plana, mas onde a rede hidrográfica não é encaixada, ou seja, os rios não provocam entalhes profundos a superfície. A figura de baixo é um bom exemplo.

Num planalto a rede hidrográfica provoca fortes entalhes na superfície, ou seja é encaixada. A figura de cima é um bom exemplo.

Portanto, o factor distintivo não é a altitude, mas o encaixe da rede hidrográfica.

 PTG

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