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Archive for the ‘Relevo’ Category

El caminito del Rey (The Kings “Highway”)

 

Kings Higway - Spain

 

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The most beautiful valleys

The Morača River on its way to Lake Scutari, Montenegro

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As cristas quartzíticas da região de Marvão são responsáveis por imponentes relevos de dureza, que vão bem para além desta região. A figura ilustra bem de perto um desses afloramentos quartzíticos (visto do Castelo de Marvão) que, por serem mais resistentes à erosão do que as rochas envolventes, são responsáveis por relevos de dureza que se dispõem em linhas que, por vezes, chegam a atingir vários quilómetros. Veja-se o contraste entre um relevo movimentado nos afloramentos quartzíticos e uma área aplanada em redor de Marvão, cujo Castelo se situa, precisamente, num dos pontos mais elevados destas cristas.

 

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Foto: Diogo Monteiro

Foto: Diogo Monteiro

Foto: Diogo Monteiro

Foto: Diogo Monteiro

Recentemente foi colocado um “post” sobre os nevoeiros de radiação no Parque de Vanicelos em Setúbal. Na altura tinha referido que esse tipo de nevoeiros era muito frequente em Trás-os-Montes. Essa maior frequência prende-se com as características do relevo da região, onde pontuam grandes áreas montanhosas e vales mais ou menos profundos. Assim, o processo é, resumidamente, o seguinte:

  • O ar frio forma-se no topo das montanhas mais altas;
  • O arrefecimento nocturno é mais acentuado em dias de calma atmosférica e de céu limpo;
  • O ar frio como é mais pesado e mais denso tem tendência a descer para as áreas topograficamente mais deprimidas (fundos de vale, áreas planas de menor altitude);
  • Formam-se, assim, “lagos de ar frio” em regiões de menor altitude;
  • O ar frio que torna-se visível pela condensação que se gera em virtude da descida da temperatura formando nevoeiros mais ou menos densos;
  • O gradiente térmico em altitude é diferente do habitual. Nestas situações, as regiões a altitudes mais elevadas estão ligeiramente mais quentes do que as regiões de menor altitude, pois o ar frio deslocou-se para os fundos de vale e áreas topograficamente mais deprimidas;
  • Estes nevoeiros, durante o Inverno, podem manter-se mesmo durante o dia, pois o aquecimento diurno não é suficiente para o dissipar.

As fotos (tiradas por Diogo Monteiro) mostram os cumes da Serra do Alvão perto de Lamas d’Olo, uma pequena aldeia perto de Vila Real situada a grande altitude. O nevoeiro que se observa tapa por completo a cidade de Vila Real que deveria estar visível. Os cumes da Serra do Alvão estão soalheiros e a sensação de conforto climático é bem maior do que se sente na cidade de Vila Real, tradicionalmente mais quente que os cumes montanhosos que a envolvem.

Estes nevoeiros invernais sobre a cidade de Vila Real podem manter-se durante vários dias.

Um agradecimento especial ao Diogo que me enviou estas extraordinárias fotos.

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Chaminés de Fada

Esquema de formação das chaminés de fada (à esquerda).
Chaminé de fada (à direita).

Adaptado de Antunes, J. (1990) e Roque M. et al (1998)

 

As chaminés de fada são formas de relevo muito curiosas. Formam-se a partir de depósitos detríticos pouco coerentes e muito diversificados em tamanho. Podem coexistir desde argilas e areias. A acção da chuva vai provocar uma erosão diferencial: os materiais mais finos serão erodidos enquanto que os materiais mais volumosos e mais rígidos serão mais poupados ao trabalho de desgaste das águas de escorrência. Contudo, a erosão não afectará os materiais por baixo dos grandes blocos de rochas. A rocha de cima funciona como protector da erosão e acabará por colapsar quando, com o continuar da erosão, não seja possível sustentar o bloco de rocha maior.

São formas de relevo raras e ocorrem, sobretudo em áreas montanhosas onde existam depósitos de vertente, em particular depósitos glaciários que são aqueles em que a diversidade de tamanho dos detritos é, normalmente, maior. Assim, bons exemplos podem ser encontrados nos Alpes e nas montanhas da Turquia. Os exemplos que se seguem são de uma região da Turquia chamada Cappadocia.




 

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glaciar-argentina-viedma.jpg

Uma imagem extraordinária do Glaciar Viedma na Argentina. Este glaciar está localizado nos bancos de gêlo da Patagónia, na ponta mais meridional da América do Sul. As linhas paralelas mais escuras que se podem observar são as chamadas “moreias glaciares” que não são mais do que detritos de rocha, solo e outro material geológico. Também visíveis estão uma formas que surgem como pequenos enrugamentos ou pequenas dobras, mas que na realidade se trata de um conjunto de falhas no gêlo. Estas falhas designam-se por crevasses e podem ter profundidades apreciáveis. Estas crevasses estão orientadas de forma perpendicular às linhas de moreias.

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Este exercício, retirado do Livro “À Descoberta 7”, da editora Santillana, é um bom exemplo de um exercício de leitura de mapa topográfico e de elaboração de um perfil topográfico. Vejam também, em cima, a relação entre o mapa hipsométrico (representação do relevo em cor), o mapa topográfico e o respectivo perfil. Notem que a linha para fazer um perfil topográfico convém que seja o mais perpendicular possível às curvas de nível.

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