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Archive for the ‘Visita de estudo’ Category

El caminito del Rey (The Kings “Highway”)

 

Kings Higway - Spain

 

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No fim-de-semana de 1 de Dezembro fui passear por Trás-os-Montes. Aqui fica um curto relato e algumas reflexões geográficas.

 

Figura 1 – O Relevo em Portugal continental e localização da região (Fonte: INAG/SNIRH). Está sinalizado de forma esquemática o caminho seguido e as auto-estradas utilizadas, tendo em conta uma viagem de Setúbal a Trás-os-Montes.

 

Os acessos à região sempre foram um problema e um obstáculo ao seu desenvolvimento económico. A construção de vias de comunicação sempre foi muito dificultada em virtude da sua situação geográfica. Por um lado, tem uma posição periférica em relação aos grandes centros de decisão do país. Essa periferia é ainda reforçada pelo isolamento provocado pelos maiores sistemas montanhosos portugueses (Fig.1). A Sul a região faz fronteira com a Beira interior onde se situa a Cordilheira Central, da qual faz parte a Serra da Estrela. A Oeste a região é delimitada pelas Serras do Marão e do Alvão. Por outro lado, foi a região portuguesa que mais tardiamente conheceu as auto-estradas. A construção destas vias de comunicação sobe muito de preço em regiões de montanha, pois é necessária a construção de inúmeras pontes e alguns túneis (como o da figura 2), obras necessárias para diminuir e suavizar as curvas, mas que encarecem muito o custo final da via. Mas nem só as grandes montanhas têm dificultado a construção de vias de comunicação em Trás-os-Montes: o entalhe provocado pelo Rio Douro e afluentes causam, também profundos entalhes no soco continental, originando um relevo muito acidentado.

 

O acesso à região vindo de Sul faz-se pela auto-estrada A24.

 

Figura 2 – Túnel da A24

 

Este é, de facto, o melhor acesso, já que o acesso ocidental não tem auto-estrada a partir de Amarante. Para atravessar a Serra do Marão, vindo de ocidente do Porto, é necessário atravessar o IP4, uma via já muito congestionada, que atravessa o coração da Serra do Marão e não é uma auto-estrada.

 

No Outono a região cobre-se de um conjunto de cores muito variadas. Os castanhos e os amarelos são as cores dominantes, juntamente com o verde seco dos pinheiros.

A figura 3 mostra claramente estes tons policromáticos. Mas mostra, sobretudo, um dos aspectos de que se reveste o contacto entre a região demarcada do Douro talhada em xisto (em primeiro plano) e a região planáltica, mais granítica (em segundo plano). Assim temos, por um lado, a vinha (ainda antes de ser podada) e a oliveira e, por outro lado, a paisagem mais agreste da giesta e do pinheiro em rocha granítica.

Figura 3 – Contacto entre a Região Demarcada do Douro (primeiro plano) e a região mais planáltica.

 

Mas as condições meteorológicas transmontanas são caracterizadas, como também é regra em todas as regiões mais montanhosas, por serem algo irregulares, em particular nas estações de transição. Da paisagem multicolor, passa-se num ápice, para uma paisagem monocromática, no entanto, surpreendentemente branca (Figura 4).

 

Figura 4 – A neve no IP4, nas proximidades do alto de Justes, entre Vila Real e o Pópulo. As giestas e algumas árvores mais pequenas encontram-se dobradas devido ao peso da neve. Foto tirada em 29 de Novembro de 2008.

 

A neve caiu em cotas superiores ou iguais aos 700m metros de altitude. Os cumes das principais montanhas encontravam-se cobertos de nuvens e de neve, como se pode ver na figura 5.

 

Figura 5 – Cumes acima dos 700m metros de altitude cobertos de neve.

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O André  Gonçalves do 7º E arranjou umas fotografias fantásticas que o seu irmão tirou nos picos mais elevados da Guatemala. As imagens são fantásticas e mostram vários aspectos geográficos das áreas montanhosas deste país da América Central. Mostram, acima de tudo, o prazer de viajar por esse mundo fora e captar com a máquina fotográfica momentos absolutamente fantásticos.

Este post marca o início de um novo tema neste blog: A visita de estudo. Espero pelas vossas contribuições de viagens que tenham efectuado para as podermos “aproveitar” para a disciplina de Geografia.

Podes “clickar” nas imagens para as aumentar

Obrigado André e, claro, ao irmão…

Algumas informações prévias e úteis sobre a Guatemela

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A Guatemala é o terceiro maior país da América Central. Limita-se ao Norte e a Oeste com o México, ao Sul com o oceano Pacífico e a Leste com Honduras, Belize e El Salvador. Assim como outros países centro-americanos, a Guatemala possui diversos lagos, cadeias de montanhas, que são prolongamento da Serra Madre mexicana, e grandes vulcões – alguns chegam a atingir mais de 4.000m de altitude e ainda estão ativos, como o Tajumulco, de 4.210m e o Tacaná, de 4.093m. Ao Sul e a Leste as altitudes são menores. O Vale Motagua, na planície de El Petén, é um dos principais campos de fósseis de dinossauros. É também a região mais fértil do país e onde se concentram as principais atividades econômicas, com destaque para o cultivo do milho e a banana. Na região próxima ao Pacífico, as plantações de cana-de-açúcar e café são as mais importantes. A temperatura é quente nas planícies e fria nas montanhas. No litoral do Pacífico, o clima é o tropical, e na costa caribenha os termômetros chegam a atingir 38ºC. Na floresta da planície de El Petén o clima é quente, e o grau de umidade varia de acordo com a época do ano.

(Fonte: Wikipédia)

No mapa hipsométrico em baixo pode ver-se que as maiores altitudes são observadas junto à costa do Pacífico. O Norte e o Nordeste do País é bastante mais plano e com altitudes mais baixas. No mapa estão assinaldas as principais cadeias de montanhas e os vulcões mais elevados.

ACTIVIDADE

Tenta identificar os nomes dos principais vulcões e das principais Serras da Guatemala

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1ª Paragem – No Sopé

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As primeiras vistas sobre alguns cones vulcânicos de grande altitude. No sopé pode cer-se a ocupação humana pea exist~encia de aglomerações urbanas e actividade agrícola. A agricultura é uma actividade importante nas regiões vulcânicas pois o solo é muito rico e extremamente produtivo. O clima tropical também ajuda bastante pois há calor e humidade.

Com algum esforço também odemos ver a alteração da vegetação coma a altitude. Reparem que o topo aparece algo desprovido de vegetação atestando o agravamento das condições climáticas com a altitude.

2ª Paragem – Acima das núvens

Perto do topo e no topo destes grandes cones vulcãnicos a vista é fantástica!! A altitude é tal que estamos acima das núvens. À nossa frente um extenso mar de núvens de onde emergem “pequenas Ilhas” que são os cimos dos cumes vizinhos. Abaixo deste andar de núvens poderá estar mesmo a chover. Aqui em cima o céu está limpo, mas está frio. A altitude faz descer a temperatura á razão média de 0.6ºC/100m.
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3ª Paragem – O Pôr-do-Sol acima das núvens

Chega o final do dia e já tomada a decisão de descer e voltar a altitudes mais baixas. O Pôr-do-Sol a esta altitude é fantástico. à superfície já será de noite. A esta altitude o Sol põe-se mais tarde. Faz lembrar um ocaso no mar, só que neste caso é um mar de núves. A vegetação é quase inexistente mas a beleza natural destas paragens é inegualável. A descida será longa e já feita durante a noite. É preciso cuidado pois vamos atravessar novamente o andar de núvens durante a noite.

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Mais uma vez, um grande obrigado ao irmão do André

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